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INVENCÍVEL

(Unbroken)

Gênero:

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Equipe técnica

  • Crítica

    14/01/2015 15h57

    Nos últimos anos, a carreira como atriz de Angelina Jolie ficou em segundo plano. Apesar do sucesso Malévola e da presença constante nos tapetes vermelhos com seu inseparável carão, Jolie viu os holofotes se acenderem mais sobre sua vida pessoal do que sobre seus filmes. Disposta a virar o jogo, ela dirige e produz Invencível, drama baseado em uma tocante história real.

    O roteiro, escrito Joel e Ethan CoenRichard LaGravenese e William Nicholson (todos vencedores do Oscar) com base na biografia de mesmo nome da escritora norte-americana Laura Hillenbrand, conta o trágico destino de  Louis Zamperini, filho de imigrantes italianos e corredor olímpico. Intimado a lutar na Segunda Guerra Mundial, ele sofre um acidente aéreo, sobrevive por dias à deriva e é capturado pelos japoneses e levado para campos de trabalho forçado.

    O filme trata de todos esses momentos e mistura a cronologia, inserindo-os fora de ordem: a infância, os problemas na adolescência, a paixão pelo esporte e os horrores da guerra aparecem costurados nessa tentatativa de construir uma jornada épica. Invencível até procura fugir do comum em algumas de suas cenas, mas ainda investe na fórmula básica do gênero e seus dialogos açucarados.

    A parte central da narrativa, em que os personagens tentam sobreviver ao acidente, é o que Invencível tem de melhor, principalmente porque Jack O'Connell mostra firmeza em sua atuação mais madura no cinema.  

    Quanto tenta construir um confronto - entre Zamperini e o comandante japonês Watanabe (intepretado pelo astro pop japonês Miyavi), Invencível cai em uma espiral de repetições. Nesse ponto o filme se torna uma prova de resistência, principalmente para o público que é obrigado a ver cenas violentas que pouco dizem se repetirem à exaustão.

    É inegável que faltou estilo para a direção de Angelina Jolie em Invencível, já que seu filme parece apenas mais um no meio de tantas histórias reais retratas no cinema. Empurrado por um roteiro que parece perdido em suas pretensões e forçando a ideia do sofrimento como redenção, Angelina parece se esforçar para nos convencer de que aqui está um herói autêntico. Difícil é não se irritar antes de construir suas próprias conclusões.

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