IRINA PALM

IRINA PALM

(Irina Palm)

2007 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 28/03/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sam Garbarski

    Equipe técnica

    Roteiro: Martin Herron, Philippe Blasband, Sam Garbarski

    Produção: Diana Elbaum, Georges van Brueghel, Sébastien Delloye

    Fotografia: Christophe Beaucarne

    Trilha Sonora: Ghinzu

    Elenco

    Corey Burke, Dorka Gryllus, Jenny Agutter, Kevin Bishop, Marianne Faithfull, Meg Wynn Owen e Susan Hitch, Miki Manojlovic, Siobhan Hewlett

  • Crítica

    28/03/2008 00h00

    A primeira cena de Irina Palm, dirigido por Sam Garbarski (O Tango de Rashevski), foi, para mim, desencorajadora: uma criança doente no hospital e a falta de dinheiro para seu tratamento começam a delinear o que seria um filme clichê e desinteressante. Mas o roteiro do trio Phillipe Blasband, Martin Herron e do próprio diretor torna-se uma ótima surpresa. Sem maniqueísmos e puritanismo, o filme faz lembrar Crash - No Limite, de Paul Haggis, pincelado com um pouco do ar irônico-adolescente de Pecados Íntimos, de Todd Field.

    Maggie (Marianne Faithfull) é uma mulher de cerca de 50 anos que precisa conseguir dinheiro para o tratamento de seu neto Ollie (Corey Burke), que possui uma rara doença. Maggie, depois de vender sua casa, procura trabalho desesperadamente e acaba aceitando trabalhar em um sex club do subúrbio londrino. Ela se transforma na principal atração do local e trabalha cada dia mais. Nesse meio, Irina Palm, nome artístico recebido por Maggie, conhece Mikky (Miki Manojlovic), dono do Sexy World; aos poucos, ele se transforma numa estranha surpresa na vida da protagonista.

    A atuação da atriz e cantora Marianne Faithfull, que viveu o papel de Maria Teresa em Maria Antonieta, é um capítulo à parte; sentimos asco, nojo e desespero junto à protagonista em sua função no "mundo do sexo". Outro destaque do longa, não é tanto a atuação de Miki Manojlovic, mas o personagem vivido por ele. Mikky, o dono do "inferninho", é insensível e ganancioso, mas, ao mesmo tempo, deixa transparecer uma delicadeza que estranha e ao mesmo tempo conforta o espectador. Essa duplicidade caracteriza a maior parte dos personagens do filme, conquistando o espectador pela identificação que provoca.

    Apesar de ter um íntimo contato com o sofrimento de Maggie, saímos do cinema sem a sensação de peso causado por seu sacrifico. A devida importância é dada a ele, mas há uma incrível relativização dos nossos atos, de suas conseqüências e o que eles podem revelar no futuro. Mais do que refletir sobre o que alguém pode fazer por amor - no caso, de Maggie por seu neto -, Irina Palm discute a insustentável leveza da vida e das relações humanas.

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