IRMA VAP - O RETORNO

IRMA VAP - O RETORNO

(Irma Vap - O Retorno)

2005 , 80 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Carla Camurati

    Equipe técnica

    Roteiro: Adriana Falcão, Carla Camurati, Melanie Dimantas

    Produção: Carla Camurati

    Fotografia: Lauro Escorel

    Elenco

    Arlete Salles, Carvalhinho, Fernando Caruso, Francisco Milani, Leandro Hassum, Luisa Arraes, Marco Nanini, Marcos Caruso, Miguel Magno, Ney Latorraca, Thiago Fragoso

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O Mistério de Irma Vap é um verdadeiro fenômeno no teatro brasileiro. Montada pela primeira vez num palco brasileiro em novembro de 1986, a peça percorreu o País durante 11 anos, atraindo aproximadamente três milhões de espectadores. A marca fez com que O Mistério de Irma Vap entrasse no Livro dos Recordes como a montagem teatral que ficou mais tempo em cartaz com o mesmo elenco. Marco Nanini e Ney Latorraca, que desde o fim da turnê não haviam contracenado novamente, voltam à parceria em Irma Vap - O Retorno. O título do longa-metragem é auto-explicativo: é a volta da peça tão bem-sucedida, desta vez nos cinemas. Dirigida por Carla Camurati (que sempre será lembrada por Carlota Joaquina - Princesa do Brazil), a produção é uma comédia burlesca sobre uma fictícia nova montagem da peça escrita pelo americano Charles Ludlam.

    Tudo começa diante do túmulo de um produtor teatral bastante querido, que morreu em plena decadência, enterrado sob dívidas e fracassos. Diante de seu caixão, trechos de peças são citados por atores como Digo Vilela e Paulo Betti, "interpretando" eles mesmos. O filho do tal produtor, Lula (Leandro Hassum), resolve montar novamente seu maior sucesso nos palcos, O Mistério de Irma Vap, para desespero de Otávio (Marcos Caruso), sócio do falecido. Afinal, não há mais cartas para apostar. O fracasso do projeto pode significar o último prego em seu próprio caixão. Mesmo assim, eles procuram Darcy Lopes (Ney Latorraca), ator da peça original, para dirigir a nova montagem. Mas, um elemento falta nesse processo: a participação de Tony Albuquerque (Marco Nanini). Paralítico temporariamente, ele é detentor dos direitos da peça e está isolado desde que um acidente o colocou numa cadeira de rodas.

    Sua irmã Cleide (também vivida por Marco Nanini) é uma ex-cantora mirim de bastante sucesso e até hoje, 40 anos depois, vive sob a sombra desse sucesso. Ela resolve vender os direitos da peça, sem que Tony saiba, com uma condição: acompanhar de perto os ensaios, que seguem a todo vapor com os dois novos atores, Leonardo Aguiar (Thiago Fragoso) e Henrique D'Ávila (Fernando Caruso). Cleide, uma maluca que mais parece um trem desgovernado, acaba apaixonando-se por Leonardo.

    Na verdade, o que também parece um trem desgovernado é todo o filme. A trilha sonora é óbvia demais, assim como as piadas e, por que não dizer, a direção. Tudo é tão histérico que chega a irritar. A melhor coisa de Irma Vap - O Retorno é a atuação de Nanini como Cleide. A cena na qual ela tenta "seduzir" (se é que podemos usar esta palavra) Leonardo em sua casa é hilária. Sempre que Cleide entra em cena, espera-se uma nova maluquice, o que é bem divertido. Mas o filme não deve fazer tanto sucesso quanto a peça primeiramente porque é irritante - e essa palavra já é capaz de traduzir todos os elementos errados no longa. Além disso, um dos motes de O Mistério de Irma Vap era o dinamismo da dupla de atores na troca de personagens e figurinos, o que, evidentemente, não existe no cinema. Peça e filme são coisas diferentes e, às vezes, um texto que funciona no teatro pode não se dar tão bem na tela, e é este o caso de Irma Vap - O Retorno.

    Carla Camurati diz que se trata de uma homenagem às comédias burlescas. Boa desculpa para se justificar tamanho acúmulo de clichês e referências. O detalhe é que o espectador não precisa, necessariamente, estar previamente avisado que se trata de uma homenagem.

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