J. EDGAR

J. EDGAR

(J. Edgar)

2012 , 137 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 27/01/2012

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Clint Eastwood

    Equipe técnica

    Roteiro: Dustin Lance Black

    Produção: Clint Eastwood

    Fotografia: Tom Stern

    Estúdio: Imagine Entertainment

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Aaron Lazar, Adam Driver, Allen Nabors, Amanda Schull, Armie Hammer, Ary Katz, Austin Basis, Billy Smith, Brady Matthews, Brennan Coulter, Cheryl Lawson, Chris Caputo, Christian Clemenson, Christopher Lee Philips, Christopher Shyer, Craig Zucchero, Damon Herriman, David A. Cooper, David Clennon, Denis O'Hare, Dermot Mulroney, Duncan Hood, Dylan Burns, Ed Westwick, Emily Alyn Lind, Eric Frentzel, Eric Larkin, Eric Matheny, Ernest Harden Jr., Ernest Heinz, Evan Charest, Gary Werntz, Geoff Pierson, Geoff Stults, Gerald Downey, Gregory Hoyt, Gunner Wright, Jack Axelrod, Jack Donner, Jamie LaBarber, Jason Harnell, Jeff Cockey, Jeffrey Donovan, Jennipher Foster, Jenny Phagan, Jessica Hecht, Joe Bagg, Joe Keyes, Johnny Cicco, Jordan Bridges, Joseph Culliton, Josh Hamilton, Josh Lucas, Josh Stamberg, Judi Dench, Kahil Dotay, Kaitlyn Dever, Keith Middlebrook, Kelly Lester, Ken Howard, Kye Palmer, Kyle Eastwood, Larkin Campbell, Lea Coco, Lea Thompson, Leonardo DiCaprio, Manu Intiraymi, Mark Thomason, Maxine Weldon, Michael Gladis, Michael James Faradie, Michael Klinger, Michael O'Neill, Michael Rady, Mike Vaughn, Miles Fisher, Naomi Watts, Robert Fleet, Roberta Bassin, Ryan McPartlin, Sadie Calvano, Scot Carlisle, Scott C. Roe, Scott Johnston, Sean Murphy, Shannon McClain, Shaun Daley, Stephen F. Schmidt, Stephen Root, Steve Monroe, Teresa Hegji, Thomas Langston, Tom Archdeacon, Tom Christensen, William Bebow, Zach Grenier

  • Crítica

    26/01/2012 17h00

    A cena já foi repetida à exaustão no cinema. Policiais de alguma localidade dos Estados Unidos são surpreendidos pela chegada dos agentes do FBI, que ameaçam assumir (ou assumem de fato) as rédeas da investigação diante da ineficiência dos agentes locais. O que pouca gente sabe é que a hoje todo-poderosa Polícia Federal norte-americana precisou de quarenta e oito anos, oito presidentes, inimigos de todos os tipos e a mão forte de um homem para torna-se uma das mais poderosas forças policiais do mundo.

    É a trajetória desse controverso personagem da história americana que o cineasta Clint Eastwood leva as telas em J. Edgar, cinebiografia de J. Edgar Hoover, lendário diretor que transformou o Bureau of Investigation - uma instituição deficiente, sem poder e com pouco mais de 600 agentes - em uma potente organização federal de mais de 16.000 funcionários e precursora de métodos de investigação criminal inovadores.

    J. Edgar é um filme informativo, quase didático, sobre o crescimento do FBI sob a liderança de Hoover. Desta vez, Eastwood deixou de lado o olhar reflexivo sobre seus personagens e história e construiu um filme instrutivo, mostrando ao espectador as realizações do homem que é considerando aquele que fez do FBI a grande organização policial que é hoje.

    Esse perfil didático advém muito da estrutura do roteiro de Dustin Lance Black (Milk - A Voz da Igualdade), que emprega um método comum de narrativa: o biografado contando sua própria história. No filme, Hoover dita a história do bureal, que naturalmente se confunde com a sua, para agentes datilógrafos responsáveis por transcrever o material. O longa não omite, no entanto, que muitos dos acontecimentos narrados foram maquiados por Hoover para promover o FBI e a si mesmo.

    A história começa em 1919 quando ele, com apenas 24 anos, é contratado pelo Departamento de Justiça para investigar estrangeiros subversivos. Depois de alguns atentados a bomba à membros do Senado e do departamento, Hoover dá início a uma caçada a anarquistas e comunistas e o filme transita deste momento para sua promoção com a criação do FBI, seus sucessos, derrotas, o acumulo de poder, suas fobias e atividades ilegais.

    Eastwood é detalhista ao mostrar a transição do jovem idealista para o diretor do FBI que chantageava presidentes, demitia agentes por não estarem de acordo com o padrão intelectual e físico desejado por ele e controlava a mídia divulgando mentiras. Por fim, vemos o velho diretor em fim de carreira lutando para defender a imagem do FBI e temendo ver tudo o que construiu desmoronar. Um homem egoísta, arrogante, inseguro e paranóico que é interpretado de forma convincente por Leonardo DiCaprio numa atuação em camadas cuja o excelente trabalho de maquiagem ajudou a compor.

    J. Edgar tenta revelar os bastidores da vida de um dos americanos mais famosos e influentes do século 20, mas é apenas parcialmente bem-sucedido na empreitada. Eastwood preocupa-se em humanizar Hoover e evita fazer exploração gratuita de assuntos polêmicos, como sua homossexualidade - tratada no filme com inteligência e sensibilidade. No entanto, a despeito do elogiável trabalho de DiCaprio, o longa mantém certo distanciamento – proposital ou não – entre audiência e personagem. Sua figura vai parecer ainda mais distante para os brasileiros, a não ser para os interessados em descobrir como a cena citada no primeiro parágrafo deste texto passou a ser realidade nos EUA.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus