JACK: O CAÇADOR DE GIGANTES

JACK: O CAÇADOR DE GIGANTES

(Jack the Giant Slayer)

2012 , 114 MIN.

10 anos

Gênero: Aventura

Estréia: 29/03/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bryan Singer

    Equipe técnica

    Roteiro: Christopher McQuarrie, Dan Studney, Darren Lemke

    Produção: David Dobkin, Neal H. Moritz, Patrick McCormick

    Fotografia: Newton Thomas Sigel

    Trilha Sonora: John Ottman

    Estúdio: Bad Hat Harry Productions, Legendary Pictures, New Line Cinema, Original Film, Warner Bros. Pictures

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Andrew Brooke, AndyJoy, Angus Barnett, Anthony Errington, Ben Daniels, Bill Nighy, Caroline Hayes, Charles Harris, Charli Janeway, Chris Bowe, Christian Black, Christian Wolf-La'Moy, Daniel Lapaine, Danny Stewart, David Frost, Duncan JCMais, Eddie Marsan, Eleanor Tomlinson, Ewan McGregor, Ewen Bremmer, Hattie Gotobed, Henry Monk, Ian McShane, John Kassir, Josh Wichard, Lee Boardman, Mingus Johnston, Nicholas Hoult, Philip Harvey, Ralph Brown, Russell Balogh, Sam Creed, Santi Scinelli, Simon Lowe, Simon Steggall, Stanley Tucci, Warwick Davis

  • Crítica

    28/03/2013 13h30

    Por Daniel Reininger

    Transformar contos de fadas em filmes de ação se tornou uma fórmula lucrativa em Hollywood. Produções como João e Maria – Caçadores de Bruxas, Branca de Neve e o Caçador e A Garota da Capa Vermelha reinventam histórias clássicas e procuram agradar ao público jovem com visual e linguagem modernos e belos protagonistas apaixonados.

    Jack: O Caçador de Gigantes, novo filme de Bryan Singer, usa linguagem mais infantil e cartunesca do que outros do mesmo gênero. A narrativa é baseada na Jornada do Herói e a trama segue, de forma rasa, o estilo capa e espada. Esses aspectos criam entretenimento apropriado para todas as idades, porém, com mais apelo entre as crianças.

    Na trama, o camponês Jack (Nicholas Hoult) e a princesa Isabelle (Eleanor Tomlinson) cresceram ouvindo histórias sobre os gigantes, seres sedentos por sangue que vivem entre o céu e a terra. Após invadirem os reinos humanos há milhares de anos, as criaturas foram vencidas por um rei em posse de um artefato criado a partir do coração de um dos monstros. Após a vitória, o monarca mandou cortar o enorme pé de feijão que ligava os dois mundos. Entretanto, a lenda vira pesadelo quando Jack troca o cavalo de seu tio por feijões mágicos e, inadvertidamente, recria a ligação entre os mundos, colocando a princesa em perigo.

    O longa conta demais com efeitos especiais e, considerando seu orçamento de US$ 175 milhões, o trabalho não foi bem feito. Os gigantes parecem todos iguais, com raras exceções, fazendo da legião de monstrengos uma massa cinza sem vida. Eles não são nem bizarros nem realistas o bastante, portanto, parecem deslocados no mundo à sua volta. Somente o líder dos colossos, interpretado pelo ótimo Bill Nighy, é minimamente interessante. Dito isso, os cenários criados em CGI são belíssimos, nada mais justo, afinal o dinheiro tinha que ir para algum lugar, certo?

    O visual dos gigantes é tão ruim quanto sua falta de personalidade e a forma ridícula como podem ser vencidos. Os grandões são tão subestimados na trama ao ponto do real vilão nem mesmo ser um deles e sim Lorde Roderick (Stanley Tucci), conselheiro real, líder do exército e noivo de Isabelle. O cara não procura esconder nem por um minuto suas intenções de usar os monstros para conquistar o mundo, em uma atuação sofrível de Stucci.

    Interpretações exageradas e caricatas são armadilhas das quais todo o elenco é vítima, até mesmo os experientes Ewan McGregor e Ian McShane, acentuando a linguagem infantilizada. Diálogos simples e piadas bobas, como o cozinheiro limpando o nariz antes de enrolar Elmont (McGregor) em massa de pão, além das roupas e penteados modernos (nada a ver com cenários de fantasia), deixam o filme menos atrativo para quem já passou da puberdade.

    O mais curioso é ver a produção cair em paradoxo ao exagerar nas cenas violentas, nas quais os gigantes comem humanos de formas grotescas e partes de corpos voam, sem sangue, pela tela. Isso sem falar nas lutas até a morte, a melhor delas lembra a de Simba e Scar em O Rei Leão. Seriam essas inconsistências fruto da indecisão dos produtores? Ou o diretor usufruindo de sua liberdade para deixar sua marca? A segunda opção parece a mais provável.

    Mesmo com todos esses problemas, Bryan Singer é experiente o suficiente para manter o bom ritmo, com isso Jack: O Caçador de Gigantes deixa no chinelo bombas como João e Maria - Caçadores de Bruxas. Apesar de não ter o charme das obras originais dos irmãos Grimm ou das versões da Disney, serve como mais uma opção quem gosta de contos de fadas modernos.

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