Poster filme

JESSABELLE: O PASSADO NUNCA MORRE

(Jessabelle)

2014 , 90 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 18/06/2015

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Kevin Greutert

    Equipe técnica

    Roteiro: Robert Ben Garant

    Produção: Jason Blum, Paul Young, Peter Principato

    Fotografia: Michael Fimognari

    Trilha Sonora: Anton Sanko

    Estúdio: Eagle Films, Lionsgate

    Montador: Kevin Greutert

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Amber Stevens, Ana de la Reguera, Barbara Weetman, Brian Hallisay, Chris Ellis, Christopher Cozort, David Andrews, Elizabeth Rowin, Joe Montanti, Joelle Carter, Karen Malina, Kevin P. Murphy, Larisa Oleynik, Lucius Baston, Mark Webber, Millie Wannamaker, Orchid Ra, Paul Shaplin, Sarah Snook, Scott Jecha, Stan Atamanchuk, Taran Hall

  • Crítica

    16/06/2015 11h43

    Por Iara Vasconcelos

    Não é novidade que o gênero terror anda mal das pernas. Depois de todo o frisson, seguido pelo quase rotineiro sentimento de decepção, de longas como Livrai-nos Do Mal, Annabelle e A Mulher De Preto 2: O Anjo Da Morte, chegou a vez de Jessabelle: O Passado Nunca Morre entrar para o clã de thrillers descartáveis.

    Dirigido por Kevin Greutert, que não é nenhum desconhecido no meio, afinal já comandou Jogos Mortais VI e Jogos Mortais - O FinalJessabelle pode ser considerado uma mistura entre O Chamado, A Chave Mestra e algum suspense qualquer. Não que suas "inspirações" sejam ruins, mas definitivamente o roteiro não consegue encontrar seu caminho em meio a tantas referências mal conectadas.

    Na trama, após grave acidente de carro, Jessie (Sarah Snook) perde temporariamente o movimento das pernas e passa a viver em uma cadeira de rodas. Durante o período de tratamento, a jovem volta para a vila onde nasceu, no estado americano de Louisiana, e começa a descobrir pistas sobre um passado obscuro que seu pai tenta esconder a todo o custo.

    Sua mãe morreu quando Jessie ainda era criança, por isso pouco sabe sobre ela. Ao revirar as empoeiradas gavetas de um dos sinistros cômodos da casa, a protagonista encontra fitas cassetes com gravações de sua mãe lendo seu futuro nas cartas. Suas profecias sempre terminam em tragédia, o que assusta a garota. É claro que a descoberta irrita o pai, que passa a ter um comportamento estranho na tentativa de apagar qualquer vestígio dessas filmagens.

    Jessie também sofre com alucinações bizarras e passa a ser perseguida por uma presença sobrenatural dentro da casa, algo que sua mãe já lhe alertara nas cartas. Essas visões estão ligadas a rituais de magia negra e, como é de praxe nos filmes do gênero, a jovem mergulha de cabeça no mistério, pondo em risco sua vida e a das pessoas a sua volta.

    Aqui a prática do vodu é retratada de forma mais clichê que no famoso episódio de Pica-Pau, com direito a formas desenhadas com sal e cruz de sangue na testa (só faltando o caldeirão). Mas é evidente que o objetivo dessas produções é alimentar o imaginário popular e provocar alguns sustos, então exigir precisão nas informações parece ser pedir demais.

    Jessabelle: O Passado Nunca Morre falha ao não ser capaz de despertar o interesse do espectador pela história e principalmente ao não justificar o desenrolar dos acontecimentos na trama. Após cerca de 90 minutos de filme, você ainda deve se perguntar qual a relação entre as cartas, o vodoo e as fitas cassete e o que levou o diretor a acreditar que a mistura desses elementos seria coerente ou interessante.

    Acredita-se que amantes do terror não precisam de muito para se empolgar com histórias tensas, mas depois de tantas produções decepcionantes é preciso reconsiderar: Será que a qualidade dos recentes filmes do gênero andam abaixo até dos critérios supostamente flexíveis de seu público?

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus