JESUS - A HISTÓRIA DO NASCIMENTO

JESUS - A HISTÓRIA DO NASCIMENTO

(The Nativity Story)

2006 , 95 MIN.

anos

Gênero: Drama

Estréia: 01/12/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Catherine Hardwicke

    Equipe técnica

    Roteiro: Mike Rich

    Produção: Marty Bowen, Wyck Godfrey

    Fotografia: Elliot Davis

    Trilha Sonora: Mychael Danna

    Estúdio: New Line Cinema

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Alexander Siddig, Eriq Ebouaney, Hiam Abbass, Keisha Castle-Hughes, Shaun Toub, Shohreh Aghdashloo

  • Crítica

    01/12/2006 00h00

    Por ocasião da estréia de A Paixão de Cristo, de Mel Gibson, ressuscitou-se (com o perdão do trocadilho) aquela velha piada: "Não vou ver o filme porque me disseram que o herói morre no final". No caso de Jesus - A História do Nascimento, a piada não se aplica. Aqui, o "herói" nasce no final. Isto porque o filme tem como proposta mostrar os meses que antecederam o nascimento de Cristo, utilizando como clímax da narrativa exatamente o famoso momento eternizado pelos presépios do mundo inteiro.

    Baseando-se principalmente nos Evangelhos segundo Mateus e Lucas, o roteiro de Mike Rich (de Encontrando Forrester) começa com o Rei Herodes (o irlandês Ciarán Hinds, de Miami Vice) ordenando o massacre dos filhos primogênitos de toda a Judéia. Sua intenção era eliminar pela raiz a vinda do tão temido Messias, que as profecias previam há séculos. Acontece, então, um corte de tempo de um ano em flash-back para que a ação seja transferida até Nazaré, onde o público será apresentado às famosas personagens de José (Oscar Isaac), Maria (a australiana Keisha Castle-Hughes, a protagonista de A Encantadora de Baleias) e do anjo Gabriel (Alexander Siddig, de Syriana - A Indústria do Petróleo), anunciador da tão polêmica gravidez.

    A história é conhecida. O problema é a sua realização. Tudo soa falso, didático e encenado de forma burocrática. O que deveria ser uma das histórias mais emocionantes jamais contadas acaba se transformando num filme - por mais paradoxal que possa parecer - sem alma. E, engajando-se na insuportável tendência das grandes produções atuais, a música insistente e redundante parece não parar nem por um minuto. Tudo é "over", exagerado, com um pé no teatral. Esperava-se mais da diretora Catherine Hardwicke, dos eficientes Aos Treze e Os Reis de Dogtown.

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