JOGADA DE MESTRE

JOGADA DE MESTRE

(Kidnapping Mr. Heineken)

2015 , 95 MIN.

Gênero: Ação

Estréia: 30/07/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Daniel Alfredson

    Equipe técnica

    Roteiro: William Brookfield

    Produção: Howard Meltzer, Judy Cairo, Michael A. Simpson

    Fotografia: Fredrik Bäckar

    Trilha Sonora: Lucas Vidal

    Estúdio: European Film Company, Informant Europe SPRL, Umedia

    Montador: Håkan Karlsson

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Anthony Hopkins, Billy Slaughter, Chelsea Bruland, David Dencik, Eric Godon, Gus Rhodes, Jemima West, Jim Sturgess, Mark van Eeuwen, Patrick Kearns, Rob Fuller, Ryan Kwanten, Sam Worthington, Thomas Cocquerel, Yolanthe Cabau

  • Crítica

    28/07/2015 15h41

    Por Daniel Reininger

    Filmes baseados em fatos reais, como Jogada De Mestre, saem em desvantagem em relação aos de ficção: já sabemos o final. Então, resta surpreender na forma de contar a história e nas relações entre personagens. Só que essa produção é incapaz de transformar a premissa em algo interessante, afinal, o sequestro pode ter sido algo impressionante para a vida real, mas no cinema é preciso cuidado com diversos elementos para criar uma boa história.

    Os problemas começam com o fato do sequestro central não ser impressionante para os padrões de Hollywood. Além disso, a trama não apresenta reviravoltas e não tem grandes interações entre os personagens. O que sobra? Uma história linear e simplória. Se você nunca ouviu falar do caso, precisa saber que o filme, estrelado por Jim Sturgess, Sam Worthington e Anthony Hopkins, acompanha cinco amigos desesperados que resolvem fazer dinheiro fácil. Eles acabam se envolvendo com o crime organizado e realizam o que seria chamado de o sequestro do século; o alvo: o dono da cervejaria Heineken (Hopkins).

    O maior problema de Jogada de Mestre é seu andamento truncado. Demora demais para o sequestro acontecer e a narrativa é arrastada e tediosa, com cenas mal construídas que tentam desenvolver os personagens, mas não acrescentam nada realmente à história. As coisas até melhoram quando o plano passa a ganhar forma, nos momentos de vigilância e construção da cela onde Heineken ficaria. Mesmo assim, o impacto seria o mesmo se descobríssemos tudo isso em um documentário do Discovery Channel.

    Após o sequestro, o filme se torna (ou tenta) um drama psicológico. Os dias passam, a polícia parece se aproximar do grupo e o Sr. Heineken faz jogos mentais com os sequestradores, tentando desestabilizá-los. O grupo começa a ceder sob a pressão e o plano infalível começa a apresentar falhas humanas. Conflitos entre os personagens passam a deixar o longa um pouco mais interessante a partir daí, mas isso dura pouco e o final é novamente muito problemático.

    Com personagens mal desenvolvidos, as decisões impensadas dos criminosos se tornam difíceis de entender. Tensões mudam de foco e a conclusão é anticlimática. Muito poderia ser cortado, mas o filme, da forma como foi pensado, já não tem muito para apresentar, então se todas as cenas desnecessárias fossem excluídas, teríamos apenas um curta-metragem.

    Apesar da estrutura problemática e inconsistências de tom, o diretor Daniel Alfredson consegue criar uma atmosfera fria e tensa, necessária para o filme. Além disso, as atuações salvam um pouco as coisas. Hopkins esbanja desenvoltura como aristocrata confiante de si mesmo e é uma pena que não tenha mais tempo na tela. Já Sturgess e Worthington trabalham bem juntos.

    Jogada de Mestre, cujo título brasileiro deve esconder a história real por trás de sua trama e pegar muita gente de surpresa, poderia ser um grande filme se focasse nos elementos certos: criação do plano e desenvolvimento emocional dos personagens após o sequestro. No final, passa tempo demais com cenas descartáveis, responsáveis pela falta de fluidez que tanto atrapalha a narrativa.

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