JOGO DE PODER (2010)

JOGO DE PODER (2010)

(Fair Game)

2010 , 108 MIN.

12 anos

Gênero: Suspense

Estréia: 18/03/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Doug Liman

    Equipe técnica

    Roteiro: Jez Butterworth, John-Henry Butterworth

    Produção: Akiva Goldsman, Bill Pohlad, Doug Liman, Janet Zucker, Jerry Zucker, Jez Butterworth

    Fotografia: Doug Liman

    Trilha Sonora: John Powell

    Estúdio: Hypnotic, Participant Media, River Road Entertainment, Weed Road Pictures, Zucker/Netter Productions

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Brooke Smith, Bruce McGill, David Denman, Michael Kelly, Naomi Watts, Noah Emmerich, Sean Penn, Thomas McCarthy, Ty Burrell

  • Crítica

    09/03/2011 13h59

    Diretor do primeiro filme da cinessérie Bourne e produtor dos dois subsequentes, Doug Liman não empolgou muito quando dirigiu Sr. e Sra. Smith e Jumper. Porém, agora ele dá a volta por cima ao produzir e dirigir o vibrante Jogo de Poder.

    A partir dos livros Fair Game: My LIfe as a Spy, My Betrayal by the White House, de Valerie Plame Wilson, Jogo de Poder narra a história real da agente da CIA Valerie Plame (Naomi Watts). A ação começa pouco após os atentados de 11 de setembro de 2001, momento em que o governo Bush precisa partir para o contra-ataque. Seja ele qual for. A agente Valerie faz parte de uma equipe altamente especializada da inteligência americana, que prova que o Iraque não tem armas de destruição em massa. Porém, mesmo com todas as evidências contrárias, os EUA invadem a terra de Saddam, o que provoca a total indignação do ex-embaixador Joe Wilson (Sean Penn, fantástico), marido de Valerie, que inicia uma campanha de conscientização da população contra os desmandos de Bush. A retaliação da Casa Branca será vingativa e cruel.

    Jogo de Poder não é um simples thriller político, e está longe de ser um mero entretenimento. Com diálogos rápidos e repletos de informações, o filme exige concentração total do público. Nada de pipoca! Sua narrativa ágil chega a lembrar o ótimo Munique, de Spielberg. Um de seus principais méritos está no roteiro, que procura em todos os momentos a participação e a atenção efetivas do espectador, evitando a pura e simples exposição passiva e/ou documental dos fatos. Ou seja, como dizia Diogo Vilela em seu espetáculo Solidão, a Comédia, trata-se de um “filme de prestar atenção”.

    Também é notável a habilidade da direção em transitar com total desenvoltura do político-social para o humano e pessoal. Jogo de Poder emociona tanto pela forte indignação que provoca contra os mais altos escalões do poder, quanto pelo drama pessoal que se estabelece na família de Valerie e Joe. Ou seja, é talentoso ao mesmo tempo como thriller político e como drama familiar. Para isso, fundamenta-se num excelente elenco onde se destacam não apenas a sempre eficiente Naomi Watts, como um Sean Penn cada vez melhor. O time de coadjuvantes também é de primeira linha, dando-se ao luxo de incluir Sam Shepard numa participação meteórica, como o pai de Valerie.

    Doug Liman evita que seu filme caia na armadilha fácil de ridicularizar George W. Bush, o que seria redundante para um personagem já tão ridículo. E como não poderia deixar de ser Jogo de Poder foi um grande fracasso de bilheteria nos EUA, não faturando sequer a metade de seu custo. Nada mais previsível para um povo que detesta ver suas mazelas expostas.

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