JOGO DE SEDUÇÃO

JOGO DE SEDUÇÃO

(Dot The I)

2003 , 92 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Matthew Parkhill

    Equipe técnica

    Roteiro: Matthew Parkhill

    Produção: George Duffield, Meg Thomson

    Fotografia: Affonso Beato

    Trilha Sonora: Javier Navarrete

    Elenco

    Charlie Cox, Gael García Bernal, James D'Arcy, Natalia Verbeke, Tom Hardy, Yves Aubert

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    O livro Manual do Roteiro, escrito por Syd Field, é uma verdadeira bíblia para os aspirantes à carreira de roteirista. Dentre as muitas dicas que o autor dá ao leitor, uma delas é sobre como prender a atenção do espectador: use reviravoltas no roteiro. Simples assim. O que ele não avisou é que tudo tem limite e, se o número de reviravoltas é exagerado, a única coisa que o roteirista fará é que o espectador termine de ver o filme esbravejando ao invés de recomendá-lo. Mas por que eu falei disso? Porque o maior (e mais incômodo) defeito de Jogo de Sedução é o roteiro que abusa nas reviravoltas. Não chega a ser insuportável, mas incomoda.

    Lançado lá fora em 2003, a co-produção entre Espanha e Inglaterra chega aqui depois que seu ator principal conseguiu notoriedade com outros filmes. Quem é ele? Gael Garcia Bernal, sensação entre os brasileiros (e, principalmente, brasileiras, graças à pinta de galã) depois de ter vivido Che Guevara em Diários de Motocicleta.

    Em Jogo de Sedução, o mexicano faz o papel de Kit, um homem misterioso que aparece na vida da nervosinha Carmen (Natalia Verbeke, de O Filho da Noiva). O problema é que ela está de casamento marcado com Barnaby (James D'Arcy), um inglês almofadinha e rico. Praticamente um príncipe encantado. Carmen sabe que o relacionamento com Barnaby é estável e seu futuro seria seguro se ela se casasse com ele, mas não consegue resistir ao charme e à persistência de Kit, que parece realmente empenhado em conquistá-la.

    O enredo de Jogo de Sedução é esse, basicamente. Mas, quando as tais reviravoltas citadas no primeiro parágrafo aparecem no filme, o espectador se sente, literalmente, ludibriado, como os personagens do longa. O que parece ser um drama romântico acaba se tornando um suspense. E depois um drama. E um suspense novamente. Confuso? Você ainda não viu nada.

    É perceptível o esforço do diretor estreante Matthew Parkhill em fazer um filme inventivo e surpreendente. Isso ele conseguiu até, mas as peças que o filme se propõe a pregar no espectador não são tão espertas e inteligentes como nos filmes de David Lynch, por exemplo. Tanto que, depois que os mistérios são desvendados, o final é totalmente previsível. Apesar desses contras, Jogo de Sedução não é um filme repugnante: ele tem suas boas sacadas e um elenco competente. Por isso, vale a pena vê-lo. Talvez você se irrite com o excesso de reviravoltas. Talvez.

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