Jogo do Dinheiro

JOGO DO DINHEIRO

(Money Monster)

2016 ,

Gênero: Drama

Estréia: 26/05/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jodie Foster

    Equipe técnica

    Roteiro: Alan DiFiore, Jim Kouf

    Produção: Daniel Dubiecki, George Clooney, Grant Heslov, Lara Alameddine

    Fotografia: Matthew Libatique

    Trilha Sonora: Dominic Lewis, Michael Andrews

    Estúdio: IM Global

    Montador: Matt Chesse

    Distribuidora: Sony Pictures

    Elenco

    Anthony DeSando, Bryan Burton, Caitriona Balfe, Chris Bauer, Condola Rashad, Darri Ingolfsson, Dennis Boutsikaris, Dominic West, Emily Meade, George Clooney, Giancarlo Esposito, Greta Lee, Jack O'Connell, Julia Roberts, Liz Celeste, Olivia Luccardi

  • Crítica

    24/05/2016 17h15

    Por Iara Vasconcelos

    O mercado financeiro virou o assunto favorito de Hollywood. Depois do ousado A Grande Aposta, que acompanhava os bastidores da bolha imobiliária que estourou durante a crise americana de 2008, chegou a vez de Jodie Foster fazer uma crítica ferrenha à indústria do entretenimento usando a Wall Street como pano de fundo, em seu quarto filme como diretora.

    Na trama, o carismático apresentador Lee Gates (George Clooney) é conhecido pelas performances descontraídas durante o seu programa "Money Monster", em que analisa a bolsa de valores e recomenda os melhores investimentos para o público mais "leigo".

    Durante uma transmissão ao vivo, Lee é feito de refém por Kyle Budwell (Jack O'Connell), que investiu tudo o que tinha nas ações de uma empresa considerada "mais segura que a poupança", entretanto perde o dinheiro. Ele exige que toda a situação vá ao ar, obrigando a produtora e diretora Patty (Julia Roberts) e sua equipe a dirigirem todos os movimentos do apresentador através do ponto eletrônico.

    Mesmo com a Wall Street como base de seu argumento, a crítica de Jogo do Dinheiro se concentra na sociedade do espetáculo, principalmente sobre o poder da mídia sobre o público, e dos ditos influenciadores, que é enorme. Não só a influência cega é prejudicial, a exploração sensacionalista da mídia em cima de determinados casos também é repreensível.

    O jornalismo atual, que valoriza mais o impacto e o entretenimento em detrimento da informação precisa, também é um fator crítico nessa análise. Além disso, os jargões do mercado financeiro são traduzidos de forma simplificada para o grande público.

    Foster consegue utilizar o humor de forma natural mesmo em uma trama tensa, fazendo com que a história não se torne cansativa. No entanto, o filme falha em demonstrar a noção de tempo para o espectador, o que é muito importante em uma trama de sequestro. Não há como saber quanto tempo dura toda a operação, visto que dentro do estúdio de filmagens a narrativa ocorre de forma lenta, enquanto fora o ritmo é mais acelerado.

    Entretanto, toda a situação pode parecer um tanto irreal, já que fica nítido que Kyle não passa de um garoto assustado, que não tem poder de colocar a vida de ninguém em risco. É nítido como Kyle passa de vilão à (quase) mocinho à medida que conhecemos mais seus dramas pessoais, o próprio Lee Gates começa a criar empatia com ele, mas isso quebra a sensação de tensão, exatamente o fator que alimentaria o filme.

    Pode-se dizer que Jogo do Dinheiro tem uma premissa cativante, entretanto perde o brilho em certo momento, tornando-se emotivo demais.

     

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