JOGO DURO

JOGO DURO

(Reindeer Games)

2000 , 105 MIN.

18 anos

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • John Frankenheimer

    Equipe técnica

    Roteiro: Ehren Kruger

    Produção: Bob Weinstein, Chris Moore, Marty Katz

    Fotografia: Alan Caso

    Trilha Sonora: Alan Silvestri

    Elenco

    Ashton Kutcher, Ben Affleck, Charlize Theron, Clarence Williams III, Donal Logue, Gary Sinise, James Frain

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Companheiros de cela, Rudy (Ben Aflleck, de Gênio Indomável) e Nick (James Frain) contam ansiosos os poucos dias que restam para o término de suas penas. Nick sonha estar o mais breve possível nos braços de Ashley (Charlize Theron, de Advogado do Diabo, novamente roubando a cena), uma bela garota com quem ele se corresponde e que só conhece através de fotografias. Mas Nick é assassinado na cadeia, e Rudy toma o seu lugar, na tentativa de conquistar o coração da garota. E assim tem início um jogo de mentiras e traições, repleto de reviravoltas e com trágicas conseqüências.

    O empolgante roteiro de Ehren Kruger conta a violenta história de pessoas que se envolvem nas mais impensadas situações por tentarem se fazer passar por aquilo que elas não são. Um tema, aliás, também presente no roteiro de estréia de Kruger, o excelente Mistério na Rua Arlington. Em ambos os filmes, quanto menos se contar da história, mais surpresas para o espectador.

    Porém, enquanto Mistério na Rua Arlington priorizava a tensão psicológica e o suspense, Jogo Duro abre espaço para a pura violência comercial. Ao completar meio século de carreira, o veterano John Frankenheimer - depois de dirigir clássicos como Sob o Domínio do Mal, O Homem de Alcatraz, Grand Prix e vários outros - parece que perdeu a mão ultimamente, conforme atestam A Ilha do Dr. Moreau e Ronin, seus filmes mais recentes feitos para a tela grande.

    Não que Jogo Duro seja absolutamente ruim, mal realizado, nem muito menos mal dirigido. Mas é o tipo do produto hollywoodiano realizado apenas para destilar violência e explorar banhos de sangue. Sobra produção, mas falta conteúdo.



    18 de dezembro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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