JOGOS MORTAIS VI

JOGOS MORTAIS VI

(Saw VI)

2010 , 90 MIN.

18 anos

Gênero: Terror

Estréia: 06/11/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Kevin Greutert

    Equipe técnica

    Roteiro: Marcus Dunstan, Patrick Melton

    Produção: Mark Burg, Oren Koules

    Fotografia: David A. Armstrong

    Trilha Sonora: Charlie Clouser

    Estúdio: A Bigger Boat, Saw VI Productions, Twisted Pictures

    Distribuidora: Buena Vista Pictures

    Elenco

    Athena Karkanis, Betsy Russell, Billy Otis, Caroline Cave, Catherine Rix, Chris Owens, Costas Mandylor, Dan Duran, Darius McCrary, Devon Bostick, Elle Downs, François Sagat, George Newbern, Gerry Mendicino, Ginger Ruriko Busch, James Gilbert, James Van Patten, Janelle Hutchison, Jessie Rusu, John Watson (voz), Jon Mack, Karen Cliche, Karl Campbell, Larissa Gomes, Mark Rolston, Marty Moreau, Melanie Scrofano, Mpho Koaho, Peter Outerbridge, Samantha Lemole, Shauna MacDonald, Shawn Ahmed, Shawn Mathieson, Shawnee Smith, Tanedra Howard, Tenika Davis, Tobin Bell, Vickie Papavs (voz)

  • Crítica

    03/11/2009 15h44

    O desempenho de Jogos Mortais VI nas bilheterias norte-americanas é um indício do comportamento do público-alvo da milionária série de terror: talvez até mesmo os fãs estejam cansados. Com orçamento de US$ 11 milhões, caiu da segunda para a sexta posição na lista dos mais vistos nos EUA na segunda semana em cartaz, faturando US$ 22 milhões em 14 dias. Para se ter uma ideia, Jogos Mortais V estreou em 2008 acumulando US$ 30 milhões no primeiro fim de semana em cartaz, somente nos EUA, com um faturamento total de US$ 113 milhões; Jogos Mortais, que deu o ponta pé inicial na franquia, em 2004, acumulou US$ 103 milhões ao redor do planeta.

    E, de fato, a resposta do público nos cinemas pode ser vista como reflexo do que podemos esperar com Jogos Mortais VI: mais do mesmo. Nem a estrutura narrativa muda nesses seis episódios, diluídos em cinco anos de vida. Desde Jogos Mortais III, temos um novo vilão, o detetive Hoffman (Costas Mandylor), que assume a herança de Jigsaw (Tobin Bell) em sua jornada de extrema violência em nome da moral e dos bons costumes. A primeira cena mostra de longe o jogo mais violento do filme: dois agiotas são colocados frente a frente com o objetivo de cortar partes de suas próprias carnes. Quem colocar na balança o maior peso em um minuto sobrevive. É desesperador. Como qualquer morte que podemos esperar da série.

    Litros de sangue e quilos de tripas falsas são consumidos no sexto filme da série. Neste episódio, Jill (Betsy Russell), viúva de Jigsaw, tem uma participação maior nos jogos “encomendados” pelo marido antes de morrer. O principal alvo do assassino neste filme é William (Mark Rolston), homem que trabalha numa empresa de seguros de saúde, responsável pela autorização (ou não) de tratamentos médicos dos clientes. Claro, ele é um mau caráter de marca maior e é colocado num jogo no qual ele mesmo tem de decidir se pessoas solitárias ou que fumam devem morrer ou não, num moralismo extremo, que incomoda tanto quanto a violência visual das mortes. A direção de arte dá ênfase ao sadismo dos jogos, como já é de se esperar, mas o filme toca na mesma tecla de todos os cinco anteriores e, embora seu roteiro tente reservar surpresas ao público, não é o suficiente.

    O espectador pode encontrar o que espera em Jogos Mortais VI, dirigido por Kevin Greutert – que assume pela primeira vez a cadeira de diretor de um filme da série, depois de ter trabalhado na montagem dos anteriores: mortes, litros de sangue falso, vítimas desesperadas e angustiadas, moralismo e reviravoltas. O excesso de flash-backs tira a necessidade do público de ter visto todos os cinco filmes anteriores: tudo na trama é explicado. Ao mesmo tempo, o filme também abusa dos flash-backs referentes a minutos anteriores da projeção, tornando o longa redundante demais. Para os que acompanham a série desde o início, então, a redundância incomoda mais ainda, ao mesmo tempo em que não conquista a empatia de novos admiradores.

    Recentemente, o produtor da série afirmou que a sétima continuação será em 3D e garantiu pelo menos até a oitava parte. A questão é: será que a franquia é capaz de se manter por mais dois filmes?

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