Cartaz de John Wick - Parabellum

JOHN WICK 3 - PARABELLUM

(John Wick: Chapter 3 - Parabellum)

2019 , 131 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 16/05/2019

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chad Stahelski

    Equipe técnica

    Roteiro: Derek Kolstad

    Produção: Basil Iwanyk, Erica Lee, John R. Saunders

    Fotografia: Dan Laustsen

    Trilha Sonora: Joel J. Richard, Tyler Bates

    Estúdio: Lionsgate, Thunder Road Pictures

    Montador: Evan Schiff

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Anjelica Huston, Asia Kate Dillon, Cecep Arif Rahman, Courtney Gonzalez, Dana Schick, Faith Logan, Halle Berry, Hiroyuki Sanada, Ian McShane, Jason Mantzoukas, Kay Day, Keanu Reeves, Lance Reddick, Laurence Fishburne, Mark Dacascos, Randall Duk Kim, Robbie DeRaffele, Roger Yuan, Tiger Hu Chen, Yayan Ruhian

  • Crítica

    13/05/2019 17h02

    Por Daniel Reininger

    Parabellum, cujo significado é prepare-se para a guerra, coloca John Wick em uma luta desesperada pela própria vida em mais um ótimo longa de ação com cenas exageradas e brutais. Com porradaria ininterrupta, mundo interessante, protagonista carismático e absurdamente letal, o filme traz a combinação ideal para mais duas horas de diversão desenfreada.

    A trama começa minutos após o final de John Wick: Um Novo Dia Para Matar, quando John enfrenta as consequências por ter matado dentro do hotel Continental e ter desafiado a organização da qual fazia parte. Sua jornada para permanecer vivo e acertar as contas com a Mesa Alta o leva novamente a locações incríveis e garante momentos de tirar o fôlego, como uma perseguição envolvendo motos e um cavalo.

    Keanu Reeves domina a tela como o assassino com consciência e absurdamente resiliente. Mesmo com poucas falas, é fácil gostar do protagonista, mesmo que você não tenha assistido aos dois longas anteriores, o que vale muito fazer, diga-se de passagem.

    É impressionante a criatividade para as lutas, perseguições, tiroteios. O longa traz uma sensação de videogame, com fases a serem batidas, sem parecer artificial. Uma cena em especial, em Casablanca, fará os amantes dos games irem à loucura. Porém, a capacidade de parecer um jogo quando precisa, alternar momentos de construção do mundo e de personagem de forma fluída, fazem dessa franquia algo único.

    A atenção aos detalhes é um dos pontos cruciais. São ótimos os elementos como a música de Vivaldi para ambientar uma cena de ação, um ballet dramático para ambientar uma vingança, o anacronismo da organização dos assassinos, as armas e armaduras, o cuidado com as coreografias, a forma burocrática como a organização funciona e os elementos medievais em contraste com modernos ou até futuristas. É simplesmente incrível ver algo complexo e bizarro assim fazer sucesso no cinema.

    Parabellum não tenta ser realista, mas ainda é estranho ver a pancadaria comer solta no meio das ruas e nenhum civil se dar conta e a polícia nunca aparecer. Outro problema está em algumas lutas longas demais. Em dois momentos, pelo menos, o filme arrasta os combates, que poderiam ser encerrados antes e causar o mesmo impacto, sem arriscar causar tédio no espectador.

    Mas é particularmente interessante ver como tudo nesse mundo gira em torno de honra, lealdade e demonstração de força. Esses elementos movem cada personagem na trama e aumenta os riscos a cada decisão tomada por indivíduos interessantes.

    O longa traz de volta o ótimo chefe do Continental Hotel, Winston (Ian McShane), o orgulhoso Bowery King (Laurence Fishburme) e o leal concierge Charon (Lance Reddick), que se mostra muito badass por sinal. Além deles, apresenta personagens cativantes, como Sofia (Halle Berry) e seus cachorros, a Diretora (Anjelica Huston), uma agente Russa que conhece John Wick muito bem, e Jerome Flynn (o Bronn, de Game of Thrones) em um papel pequeno, porém intenso. Destaque também para a Adjudicator vivida por Kate Dillon de forma pragmática, como faz sentido.

    O filme tem muitas nuances e consegue fazer isso sem precisar parar por longos períodos de tempo. É ótimo ver que a violência visceral está de volta, as lutas são simplesmente incríveis e bem coreografadas, com fotografia impecável, câmera bem posicionada e cenários inspirados, capazes de empolgar quem curte excelentes cenas de ação com um toque de exagero.

    John Wick 3 - Parabellum mantém a qualidade da franquia, afinal são três filmes contando, efetivamente, a mesma história de forma linear. Impossível não ficar ansioso pelo quarto filme.

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