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JOHN WICK: UM NOVO DIA PARA MATAR

(John Wick: Chapter Two, 2017)

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15/02/2017 16h17
por Daniel Reininger

De Volta Ao Jogo surpreendeu com ação exagerada, Keanu Reeves badass e um interessante submundo dos assassinos, por isso foi destaque em 2014. O primeiro filme fecha bem a história de John Wick, mas para Hollywood deixar de explorar ao máximo uma franquia relativamente barata e lucrativa seria algo impensável. Sorte a sequência ser tão boa quanto o original.

A trama do personagem é simples: Ele é um dos maiores assassinos da atualidade, se aposentou por amor, mas sua amada morre devido a um câncer. Em luto, é traído, seu cachorro morto, seu carro roubado e ele se vê obrigado a voltar à ativa para se vingar. Tudo isso foi resolvido no primeiro filme, mas ele acaba chamando atenção de algumas pessoas poderosas e um dos líderes da máfia italiana, Santino, usa uma promessa de sangue para obrigá-lo a fazer uma missão contra sua vontade, afinal, ele mostrou que ainda é o melhor.

A sequência faz bom trabalho ao expandir o submundo sombrio e surpreendentemente organizado dos assassinos. As cenas em Roma são sensacionais e é ótimo ver que a cidade possui um hotel no mesmo estilo do Continental de Nova York, no qual os assassinos são proibidos de derramar sangue. Com a ajuda da organização, Wick tem acesso a recursos preciosos e qualquer missão suicida se torna possível. A breve participação do comediante Peter Serafinowicz como "sommelière" de armamentos reforça o humor negro da produção.

Novamente inspirada e irônica, dessa vez, a história possui nuances que vão além da vingança. O roteiro procura mostrar melhor como era sua antiga vida, sem deixar de mostrar o novo John Wick, ainda sofrendo com a morte recente da esposa. Keanu Reeves tem o papel perfeito aqui, com poucas falas e pouca expressão, então está tudo bem. Ruby Rose vive uma vilã muda, o que ajuda a garota a convencer no papel, e Santino, vivido por Riccardo Scamarcio, é um bom antagonista.

O longa não tenta ser realista, mas ainda assim possui alguns problemas, como a violência que acontece no meio da cidade sem muitas consequências, como polícia ou civis feridos. Parte do charme do primeiro filme era como o submundo do crime existia paralelo ao mundo das pessoas comuns, mas sempre nas sombras. Isso é deixado de lado no segundo, que prefere mostrar que a violência faz parte da sociedade, que a ignora sempre que possível. Além disso, a trilha sonora é repetitiva e as cenas de ação são constantes e, às vezes, se estendem demais ao ponto do exagero.

Mas isso pouco importa para quem embarcou na ideia do filme. A violência visceral está de volta e as lutas são simplesmente incríveis e bem coreografadas, com fotografia impecável, câmera bem posicionada e cenários inspirados – a cena na catacumba romana e na sala de espelhos do museu de NY são especialmente boas. Claro, quem não gosta desse tipo de filme não vai se empolgar em nenhum momento e as chances de morrer de tédio são grandes, mas para quem curte uma violência exagerada, John Wick: Um Novo Dia Para Matar é a escolha certa.

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Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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