JOHNNY ENGLISH

JOHNNY ENGLISH

(Johnny English)

2003 , 88 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Howitt

    Equipe técnica

    Roteiro: Neal Purvis, Robert Wade, William Davies

    Produção: Tim Bevan

    Fotografia: Remi Adefarasin

    Trilha Sonora: Ed Shearmur

    Estúdio: Rogue Male Films Ltd

    Elenco

    Ben Miller, Douglas McFerran, John Malkovich, Natalie Imbruglia, Rowan Atkinson, Tim Pigott-Smith

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Depois dos clássicos episódios da série de TV O Agente 86, ficou muito difícil fazer boas comédias satirizando o mundo da espionagem. Parece que todas as boas piadas sobre o tema já foram contadas. Quem tentou retomar o assunto - e não se deu muito bem - foi o ator Rowan Atkinson, mais conhecido como Mr. Bean. Ele vive o papel título da comédia inglesa Johnny English, sobre as aventuras de um agente secreto pra lá de desastrado, a serviço de Sua Majestade.

    Criado para uma campanha publicitária de cartões de crédito, o personagem Johnny English é um funcionário do segundo escalão do Serviço Secreto Britânico. Logo no começo do filme, por pura incompetência, ele permite que um ataque terrorista mate todos os agentes secretos da Inglaterra. E acaba se transformando na única opção do governo para resolver os problemas da inteligência do país. Logo em sua primeira missão, Johnny vê as famosas jóias da coroa serem roubadas diante de seus próprios olhos. E agora precisa capturar o criminoso, o magnata francês Pascal Sauvage, vivido por John Malkovich.

    Johnny English tem ritmo e estilo marcadamente britânicos que provavelmente desagradarão a platéia brasileira, acostumada com a estética norte-americana de fazer comédias. Na realidade, as situações cômicas são fracas e Rowan Atkinson se dá muito melhor como o "mudo" Mr. Bean que como o falante Johnny English. Até as várias referências da tradicional inimizade entre ingleses e franceses certamente são muito mais divertidas para o mercado europeu que para o gosto brasileiro. Na média, trata-se de um filme fraco, que talvez seja mais digerível na tela pequena do vídeo, onde as exigências são menores.

    Curiosidade: dos três roteiristas de Johnny English, dois ajudaram a escrever filmes de 007: Neal Purvis e Robert Wade participaram dos roteiros de Um Outro Dia Para Morrer e O Mundo Não é o Bastante.


    16 de abril de 2003.

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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]br

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