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JOY: O NOME DO SUCESSO

(Joy)

2015 , 124 MIN.

10 anos

Gênero: Drama

Estréia: 21/01/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David O. Russell

    Equipe técnica

    Roteiro: Annie Mumolo, David O. Russell

    Produção: John Davis, John Fox, Jonathan Gordon, Ken Mok, Megan Ellison

    Fotografia: Linus Sandgren

    Trilha Sonora: Danny Elfman

    Estúdio: Annapurna Pictures, Davis Entertainment

    Montador: Alan Baumgarten, Jay Cassidy, Tom Cross

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Allie Marshall, Bradley Cooper, Chaunty Spillane, Dascha Polanco, Diane Ladd, Donna Mills, Drena De Niro, Édgar Ramírez, Elisabeth Röhm, Erica McDermott, Isabella Crovetti-Cramp, Isabella Rossellini, Jennifer Lawrence, Jimmy Jean-Louis, John Enos III, Madison Wolfe, Melissa McMeekin, Robert De Niro, Virginia Madsen

  • Crítica

    20/01/2016 10h27

    Por Daniel Reininger

    Joy: O Nome Do Sucesso fez muito barulho após o interessante primeiro trailer, que parecia contar de forma bela a história de uma mulher magnífica. A atuação de Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes) novamente parecia agradar e tudo indicava um bom filme com cara de Oscar. Só que Joy não funciona como parecia. O tom de novela das sete é esquisito, embora tenha sido escolha do diretor David O. Russell (O Lado Bom Da Vida) de criar uma soap opera para o cinema, e o dramalhão exagerado simplesmente não ajuda a narrativa sem ritmo.

    A produção leva ao extremo a lógica hollywoodiana de que para um personagem ser vitorioso, precisa enfrentar adversidades. No entanto, simplesmente empilhar obstáculos desde o início não é suficiente, é preciso mostrar o crescimento do protagonista e das pessoas à sua volta, além das dificuldades (e suas resoluções) fazerem sentido. E isso não acontece aqui. Existe um exagero de problemas e quando o triunfo acontece, parece algo mágico e mal explicado, afinal o caminho percorrido é frustrante e demasiadamente fantasioso.

    Livremente baseado na vida da inventora Joy Mangano, o longa trata da criação do esfregão mágico. Quebrada, Joy (Jennifer Lawrence) vive com sua família peculiar e, nos primeiros 30 minutos de filme, somos bombardeados por problemas: sua mãe (Virginia Madsen) só assiste novelas; sua avó (Diane Ladd) é otimista até demais; seu ex-marido (Édgar Ramírez) vive no porão e busca ser um cantor famoso; seu pai (Robert De Niro) também vive no porão e tem problemas de temperamento e um negócio a caminho da falência e, finalmente uma irmã (Elisabeth Röhm), retratada como grande vilã da trama, afinal parece desejar apenas o mal para Joy.

    Isso é só o começo e os problemas da protagonista só aumentam. O filme é sufocante e exagera na forma como deixa claro que só Joy faz as coisas direito na família. Então, de repente, tudo muda. Joy, uma grande sonhadora quando criança, decide que cansou de sua vida e resolve voltar a inventar coisas. Quando mais obstáculos surgem, ela decide ignorar tudo e seguir adiante, para enfrentar ainda mais obstáculos. As dificuldades são tantas que lá pela metade do filme fica difícil até se importar com o novo problema a ser resolvido e o marasmo toma conta.

    O que falta mesmo ao filme é um senso de reviravolta, algo que nos mostre como Joy superou a sua vida desastrosa e chegou ao triunfo. Tudo o que faz é mostrar a protagonista como um saco de pancadas passivo que, de repente, consegue realizar seu sonho e se tornar milionária. Seu sucesso, do jeito que é mostrado, é inacreditável e, se não fosse um filme baseado em alguém real, poderia ser considerado uma rasa fantasia em todos os aspectos. Só podemos imaginar que a vida real da inventora foi bem diferente e o problema esteja na forma narrativa escolhida por David O. Russell.

    Jennifer Lawrence faz tudo que pode pela história. Ela aparece determinada quando necessário ou à beira da loucura quando tudo dá errado. É a atriz que segura a onda do filme com mais uma boa atuação, apesar de não ser nada incrível e sua vitória no Oscar 2016, caso aconteça, seria injusta, ao menos dessa vez. O elenco de apoio, apesar de histérico, consegue vender a ideia de uma soap opera no cinema e fazem trabalho aceitável.

    Ao invés de tentar ser uma história real de luta e superação, Joy escolhe o lado da fantasia. O longa é exagerado, as resoluções parecem milagrosas e os personagens não transmitem realismo. Sem falar na moral da história, quando a protagonista atinge o sucesso, seus problemas não desaparecem, ela simplesmente está rica. É como se o filme declarasse em alto e bom som que basta dinheiro para alcançar a felicidade, o resto não importa. Raso, essa produção é exatamente como a maioria das novelas: podem ter momentos interessantes, mas em última análise são histórias facilmente esquecidas.

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