JUAN E A BAILARINA

JUAN E A BAILARINA

(La Sublevación)

2011 , 89 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 12/04/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Raphael Aguinaga

    Equipe técnica

    Roteiro: Raphael Aguinaga

    Produção: Hernán Musaluppi, João Queiroz Filho, Justíne Otondo, Luis A. Sartor, Natacha Cervi

    Fotografia: Martin Legrand

    Trilha Sonora: Rica Amabis

    Estúdio: Querosene Filmes, Rizoma Films, Zarlek Producciones

    Distribuidora: Vilacine

    Elenco

    Amelia Teruel, Arturo Goetz, Carlos Rivkin, Ellen Wolf, Félix Tornquist, Graciela Tenenbaum, Hugo Alvarez, Juan Carlos Galván, León Dogodny, Lidia Catalano, Luis Margano, María Cecilia Rapacini, Marilu Marini, Nelly Prince, Pablo Lapadula, Vilma Ferrán

  • Crítica

    09/04/2013 17h51

    Não se deixe enganar pelo título aparentemente delicado de Juan e a Bailarina. Apesar dele, estamos diante de uma obra grotesca, que infantiliza o idoso e faz pouco caso da Inteligência do espectador. Escrito, dirigido e produzido por Raphael Aguinaga, o filme marca sua estreia pouco favorável em longas-metragens.

    A sinopse já alerta para a bomba que teremos em mãos. Um grupo de pessoas vive em uma casa de repouso e tem a rotina abalada quando a enfermeira sai de férias e deixa o filho irresponsável em seu lugar.

    Juan é um deles e vive trancado no quarto, destilando bebidas de forma caseira - sem que ninguém perceba, claro. A Bailarina seria sua falecida mulher, com a qual dança em pensamento enquanto ouve música todas as noites. Ele só tem o desejo de sair quando Alice chega à moradia, abandonada pela nora após a morte do filho.

    O acontecimento que entretém o grupo durante o filme é o aparecimento de um suposto Jesus Cristo, de volta à vida por meio da clonagem do original. Não bastasse isso, o clone arruma uma noiva com HIV e mobiliza cientistas do mundo inteiro para encontrar a cura da doença. A ideia não causa o choque desejado; talvez, apenas pela criatividade pretensiosa indo por água abaixo.

    O longa deve ter mais duas sequências para fechar uma trilogia. A próxima se passará no mesmo período de tempo deste primeiro, só que na perspectiva do novo messias. Talvez ganhe um ar mais interessante.

    Na tentativa de fazer rir, a trama cai em um humor de gosto duvidoso. Parece se passar dentro de uma creche, mostrando as aventuras de crianças quando a babá tira férias. É certo que a palavra clichê já se tornou lugar comum para contextualizar um filme, mas fica difícil fugir dela. Juan e a Bailarina se veste de mesmice para tentar cobrir um roteiro medíocre.

    Apesar do circo de horrores montado, a produção tem dois aspectos positivos: um belo trabalho de fotografia, que faz transparecer a poeira e a nostalgia da casa de repouso, e as boas atuações dos protagonistas Arturo Goetz (Juan) e Marilu Marini (Alice). Mas, no geral, os personagens são rasos, quase caricaturas do que a sociedade atual - tão fascinada pela juventude eterna - espera ver em um idoso.

    Além disso, a falta de atenção com os detalhes contribui para destruir a trama. Em determinada cena, o filho da enfermeira - apelidado de Bruxa - toma três comprimidos de êxtase e fica ouvindo música no carro antes de dormir horas a fio. Alguém deve ter enganado o dito malandro com uma droga tão fraca.

    A sequência final serve para arrematar, condensar todo o mau gosto em uma única passagem. Lembrando que o longa foi coproduzido por Brasil e Argentina. Desta vez, nem adianta culpar os hermanos...

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