Juana aos 12

JUANA AOS 12

(JUANA A LOS 12)

2014 , 75 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Martín Shanly

    Equipe técnica

    Roteiro: Martín Shanly

    Estúdio: Nabis Filmgroup

    Elenco

    Barbara Perkins, Camila Dougall, Connie Dougall, Graciela Muñiz, Ivan Quevedo, Javier Burin Heras, Kristy Green, María Passo, Mirta Bogdasarian, Monica Raiola, Renata Toscano Bruzón, Rosario Shanly, Sofía Brockenshire

  • Crítica

    06/10/2014 18h42

    Estreia promissora do argentino Martin Shanly na direção, Juana Aos 12 pode parecer em um primeiro olhar apenas um retrato despretensioso de uma jovem garota presa em seu cotidiano. Co-produção entre Argentina e Áustria, o drama faz uso da fórmula típica dos filmes independentes, incluindo um elenco praticamente desconhecido e um roteiro que mais esconde do que diz, para mostrar que a opressão não é exclusividade das classes mais baixas.

    Em tom quase documental, o longa acompanha a tal Juana, uma menina que estuda em um colégio bilíngue em um bairro nobre de Buenos Aires. Aos 12 anos, está em uma fase decisiva de sua formação, mas sua dificuldade de sociabilização e o baixo rendimento escolar mostram que algo não vai bem. A questão a ser respondida parece ser uma: qual o problema de Juana?

    As cenas tentam entender quem é esta personagem. Ela pouco diz, tem dificuldades para expressar aquilo que sente. Parece sempre melancólica e inadequada, não possui grandes habilidades nos esportes. Afinal, suas dificuldades estão diretamente ligadas com a relação distante que possui com a mãe? Há algo de patológico em sua inadequação? Ou será que ela é apenas mais uma garota que não se adapta ao sistema tradicional de ensino? Rosario Shanly, que interpreta a protagonista, parece confortável, mostrando nuances e ajudando a manter elevados estes questionamentos.

    Neste retrato sóbrio e contido, a estética crua e pálida parece ter a função de nos confundir. Não fica claro em momento algum se a crítica é ao sistema de seu colégio, que suga todo seu tempo livre, ou se a opção da direção foi apenas desenvolver uma visão horizontal, um mero retrato de personagem.

    Os diálogos são poucos, as sequências funcionam mais como símbolos, nada é explícito. Shanly conseguiu no início e no fim manter um único tom e mostrar com sensibilidade e beleza o quanto nos podamos durante nosso amadurecimento, algo como o retrato da vida de uma menina que funciona como espelho de todos nós.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus