Júlio Sumiu

JÚLIO SUMIU

(Júlio Sumiu)

2014 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 17/04/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Roberto Berliner

    Equipe técnica

    Roteiro: Beto Silva, Patrícia Andrade

    Produção: Lorena Bondarovsky, Manfredo G. Barreto, Rodrigo Letier

    Estúdio: Globo Filmes, Telecine, TV Zero

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Augusto Madeira, Babu Santana, Carolina Dieckman, Dudu Sandroni, Fiuk, Hugo Grativol, Leandro Firmino, Lília Cabral, Pedro Nercessian, Sergio Bezerra, Stepan Nercessian

  • Crítica

    14/04/2014 19h00

    Júlio sumiu e a graça foi com ele, infelizmente. A comédia inspirada no livro homônimo de Beto Silva, adaptada para as telas por ele em parceria com a roteirista Patrícia Andrade (À Beira do Caminho), tem clara dificuldade em extrair humor das situações propostas. Para quem assiste, fica a sensação de estar ouvindo uma piada daquele tio "mala" numa reunião de família: você até reconhece tratar-se de uma anedota, mas ou porque seu tio não sabe contar ou a piada é sem graça mesmo, o riso não vem.

    Júlio Sumiu sofre de ambos os problemas. O filme dirigido por Roberto Berliner (A Pessoa é Para o que Nasce) não consegue estabelecer um equilíbrio na inserção da comicidade ao longo da trama. A abertura revela o problema logo de cara: 15 minutos em que não se consegue discernir se estamos vendo um drama ou uma comédia. Quando o humor surge, é claudicante, pouco inspirado na maioria das vezes. Gargalhar? Nem pensar.

    A produção não é uma comédia de esquetes emulando o formato de programas televisivos, o que é muito bom. Há uma história e busca-se o humor pelo desenvolvimento desta. Tudo começa com o desaparecimento do Júlio do título. Ele não dormiu em casa, não ligou para avisar onde estava, não atende o celular e sua mãe (Lília Cabral) entra em desespero, imaginando o pior.

    Paralelamente, seu outro filho (interpretado pelo cantor Fiuk) mete-se numa enrascada ao ficar em dívida com um traficante. Um mal-entendido provocado por uma ligação telefônica faz a desalentada mãe ter a confirmação do que mais temia: Júlio foi sequestrado. Tentando salvar o filho desaparecido, ela sobe o morro vizinho a seu prédio para tentar "negociar" com o chefe do tráfico (Leandro Firmino) que, fugindo da polícia, confia à inocente dona de casa um carregamento de cocaína.

    Não é difícil imaginar inúmeras situações cômicas que poderiam surgir deste enredo. Paralelamente às confusões em que a dona de casa se mete ao lado de seu marido, um major reformado do Exército, coexistem tramas como a do investigador de polícia (Augusto Madeira) que não consegue dar no couro com a gostosona da delegacia, vivida por Carolina Dieckman.

    Lília Cabral, que transita fácil entre drama e comédia, faz seu melhor no papel da ingênua mãe suburbana que se vê metida de uma hora para outra com a criminalidade. Mas as piadas pouco inspiradas do roteiro somadas à falta de habilidade do diretor Roberto Berliner para contá-las liquidam com o filme. Lá pelas tantas Júlio aparece, já a graça...

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