K-19: THE WIDOWMAKER

K-19: THE WIDOWMAKER

(K-19: The Widowmaker)

2002 , 138 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Kathryn Bigelow

    Equipe técnica

    Roteiro: Christopher Kyle

    Produção: Chris Whitaker, Edward S. Feldman, Kathryn Bigelow, Sigurjon Sighvatsson

    Fotografia: Jeff Cronenweth

    Trilha Sonora: Klaus Badelt

    Estúdio: New Regency Pictures

    Elenco

    Chris Redman, George Anton, Gerrit Vooren, Harrison Ford, Ingvar Sigurdsson, J.J. Field, John Shrapnel, Joss Ackland, Liam Neeson, Peter Sarsgaard, Shaun Benson, Steve Cumyn, Steve Nicholson, Tim Woodward, Tygh Runyan

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Alguém aí agüenta mais um filme de submarino? Depois que o genial alemão Wolfgang Petersen realizou o imbatível O Barco - Inferno em Alto Mar (que revelou para o mundo a existência das mágicas steadycams), supostamente o tema estaria esgotado. Supostamente... Mais tarde vieram Caçada ao Outubro Vermelho, Maré Vermelha, U-571- A Batalha no Atlântico e - agora - K-19: The Widowmaker. O filme chega ao Brasil mantendo seu título estrangeiro. Sábia decisão: afinal, chamá-lo de "O Fazedor de Viúvas", que seria sua tradução literal, certamente provocaria muitos risos e relembraria a época das pornochanchadas.

    A história é real e só foi revelada recentemente, após a dissolução da União Soviética. O K-19 foi o primeiro submarino balístico nuclear construído pela então grande potência comunista. Em 1961, ele sofre uma pane enquanto realiza manobras no Atlântico Norte. Comandada pelo capitão Alexi Vostrikov (Harrison Ford), a tripulação do K-19 empreende uma desesperada corrida contra o tempo não somente para salvar as próprias vidas como também para evitar o início de uma Terceira Guerra Mundial. Motivo: em plena época da Guerra Fria, o acidente nuclear poderia ser interpretado como uma agressão militar, acendendo irreversivelmente os ânimos entre a Casa Branca e o Kremlin.
    Até aí, tudo bem. Mas acontece que o filme tem alguns problemas básicos para quem curte cinema. Primeiro, não há empatia com os personagens, não se torce por eles e, conseqüentemente, é muito fácil se desinteressar rapidamente por aquele bando de gente sufocada debaixo d´água. E, em segundo lugar, tudo é muito lento, discursivo, com pouca ação, principalmente na primeira metade. Em suma: não funciona como drama, nem como aventura.

    Produtores dos Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra se uniram para levantar a respeitável soma de 100 milhões de dólares para a realização de K-19. E quebraram a cara: mesmo tendo estreado em mais de 2.800 salas, K-19: The Widowmaker mal arrecadou 1/3 de seus custos.

    Isso sim é que é naufrágio.

    29 de agosto de 2002
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus