K-PAX - O CAMINHO DA LUZ

K-PAX - O CAMINHO DA LUZ

(K-Pax)

2001 , 118 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Iain Softley

    Equipe técnica

    Roteiro: Bryan Goluboff, Charles Leavitt

    Produção: Lawrence Gordon, Lloyd Levin, Robert F. Colesberry

    Fotografia: John Mathieson

    Trilha Sonora: Ed Shearmur

    Estúdio: Lawrence Gordon Productions

    Elenco

    Alfred Woodard, Jeff Bridges, Kevin Spacey, Mary McCormack

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Abordado por policiais, um homem tranqüilo e estranho (Kevin Spacey, de Beleza Americana) se recusa a tirar seus óculos escuros. Motivo: a luminosidade na Terra é muito forte e ofuscaria seus olhos alienígenas. Em segundos, o suposto extraterrestre é internado como deficiente mental. Porém, não reage sequer aos medicamentos mais fortes. O psiquiatra Mark Powell (Jeff Bridges, de O Grande Lebowski) é designado para resolver o caso, mas logo o próprio médico se vê confuso (e fascinado) pelos enormes conhecimentos de física e astronomia de seu paciente. Quem seria aquele estranho homem, devorador de frutas, amigável e pacífico, que jura ter vindo de um planeta distante?

    O tema não é exatamente uma novidade. A história do extraterrestre bonzinho que vem ao nosso planeta em missão de paz e é recebido rudemente pelos terráqueos já foi abordada em produções anteriores como O Dia Em Que a Terra Parou, o próprio E.T. – O Extraterrestre e mesmo por Starman, o Homem das Estrelas, interpretado também por Jeff Briges. Em K-Pax – A Caminho da Luz, o diferencial é a dúvida. O roteiro baseado no livro de Gene Brewer prefere deixar para o espectador o veredicto final se o “visitante” é mesmo um ser alienígena ou não passa de um bem-intencionado psicótico. Ainda que no decorrer do filme algumas pistas dêem a entender que... bem, não vamos estragar as surpresas do roteiro.

    A história, a trama em si, é das mais simples. Mas mesmo assim K-Pax é um filme gostoso de se ver e de se sonhar. Primeiro porque traz duas grandes interpretações de dois astros consagrados: Bridges e Spacey estão mais do que convincentes em seus papéis. Depois porque o diretor inglês Iain Softley (o mesmo de Asas do Amor) optou por um tom sóbrio, que flui de forma lenta e envolvente diante dos olhos da platéia. E em terceiro lugar porque nestes tempos de correrias e tiroteios é sempre bem-vindo um filme suave, de narrativa romântica, sem ser piegas. Uma fantasia que liberta o Peter Pan adormecido dentro de cada um, o garoto sempre em busca de sua Terra do Nunca... ou de seu planeta K-Pax.

    11 de abril de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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