KATE & LEOPOLD

KATE & LEOPOLD

(Kate and Leopold)

2001 , 131 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • James Mangold

    Equipe técnica

    Roteiro: James Mangold, Steven Rogers

    Produção: Cathy Konrad

    Fotografia: Stuart Dryburgh

    Trilha Sonora: Rolfe Kent

    Elenco

    Bradley Whitford, Breckin Meyer, Charlotte Ayanna, Hugh Jackman, Liev Schrieber, Meg Ryan, Natasha Lyonne

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A rainha das comédias românticas está de volta. Protagonista de vários filmes do gênero, como Surpresas do Coração, Joe Contra o Vulcão e o insuperável Harry e Sally - Feitos Um Para o Outro, Meg Ryan agora se apaixona por um lorde do século 19 no filme Kate & Leopold. O problema não é exatamente se apaixonar por um lorde do século 19... para quem está no século 19. Mas Kate, personagem de Meg Ryan, é uma moderna executiva do século 21.

    Tudo começa quando o aristocrata conde Leopold Mountbatten (Hugh Jackman, o Wolverine de X-Men), por algum motivo que o filme nunca deixa exatamente explicado, cai numa fenda do tempo e viaja de 1876 até os dias de hoje. É nos tempos modernos que ele encontra e se encanta pela executiva Kate. Como não poderia deixar de ser, o choque cultural entre as duas épocas passa a ser a maior barreira entre ambos. Leopold é fino, sofisticado e cerimonioso. Para o papel, Jackman até estudou etiqueta com Jane Gibson, especialista que costuma treinar atores para filmes do tipo Razão e Sensibilidade. Por outro lado, Kate dribla como pode o estresse da vida moderna.

    Dizer que ambos vencem as dificuldades e se apaixonam seria extremamente óbvio. Porém, Kate & Leopold é um filme extremamente óbvio. Bem produzido, simpático, com elenco carismático... mas extremamente óbvio. Nem parece ser um trabalho de James Mangold, que já havia demonstrado muito mais talento em Copland e Garota Interrompida. Mesmo com toda esta superficialidade, Kate & Leopold cai bem para uma boa sessão da tarde ou para um programa despretensioso para a semana do Dia dos Namorados.

    Só faltou um pouco mais de apuro na pesquisa histórica. Por exemplo: Leopold, que foi tirado de seu tempo em 1876, se mostra um conhecedor das óperas La Boheme e Tosca, que só seriam estreadas respectivamente em 1896 e 1898. Numa das primeiras cenas do filme, Leopold aparece, em 1876, ouvindo um discurso do engenheiro Roebling, construtor da Ponte do Brooklin. Mas, na verdade, Roebling faleceu em 1869. E mais: em outra cena ele cita Jack, O Estripador, que só começaria a cometer seus crimes no final da década de 1880.
    Coisas de Hollywood.

    10 de junho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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