KATY PERRY: PART OF ME

KATY PERRY: PART OF ME

(Katy Perry: Part of Me)

2012 ,

Gênero: Documentário

Estréia: 03/08/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dan Cutforth, Jane Lipsitz

    Equipe técnica

    Roteiro: Dan Cutforth

    Produção: Brian Grazer, Craig Brewer, Ron Howard

    Estúdio: AEG Live, Image Entertainment, Insurge Pictures, Magical Elves Productions

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

  • Crítica

    30/07/2012 16h00

    Ela foi a primeira cantora a emplacar cinco singles de um mesmo álbum no primeiro lugar das paradas, ultrapassando Madonna, Michael Jackson e Os Beatles. Advinhou? Sim. Ela é Katy Perry e agora também tem seu próprio filme: Katy Perry – Part of Me, documentário biográfico em 3D, que mostra sua turnê mundial, “California Dreams”, realizada em 2011.

    Logo no começo de Part of Me, Katy declara viver, de certa forma, um conto de fadas. Disso ninguém tem dúvidas, mas nem só de glamour vive a estrela do pop. Mesclados aos carrões, jatinhos, assistentes e toda a sua “entourage”, estão os momentos de tensão, o cansaço, o sono, a saudade de casa e a separação com o marido, o comediante Russell Brand.

    E é mostrando esse antagonismo que o filme nos captura. Mérito dos diretores Dan Cutforth e Jane Lipsitz. Tudo isso costurado a trechos da turnê, depoimentos de fãs e artistas, além de familiares e amigos. Uma cena cativante, que ilustra a parte dos depoimentos, é a visita de Katy à sua avó, uma senhorinha muito bem-humorada e sem medo das câmeras. São curiosas também as imagens de arquivo da cantora ainda menina, cantando acompanhada somente de um violão, ou falando sobre si mesma com apenas 18 anos.

    A edição do documentário é correta e consegue mostrar o vigor de Katy e o quanto a carreira é importante em sua vida. Ela diz que sonha em ver uma multidão cantando suas músicas desde que tinha nove anos.

    Mas não pense que tudo veio de mão beijada para essa moça. Filha de um casal de pastores evangélicos, bateu de frente com os pais conservadores quanto ao desejo de se tornar uma artista. Além disso, teve alguns Cds recusados e ficou sem gravadora, mas nunca abriu concessões sobre o que queria buscar e construir como artista. É a prova viva de sua própria assinatura: “Be yourself and you can be anything” (Seja você mesmo e você pode ser tudo).

    O Brasil também esteve na rota da turnê. Foi em São Paulo que a cantora teve sua maior crise. Tanto que o cancelamento do show foi cogitado por todos, mas no final, ela não quis frustrar seu maior público até então. Quando a plateia começa a gritar “Katy, eu te amo”, a cantora agradece emocionada e diz: “Eu gostaria de falar português agora”.

    Você pode estar pensando por que uma garota de 28 anos, com apenas três álbuns lançados, faz seu documentário, assim como Justin Bieber o fez. Mas o fato é que, com o sucesso que ela alcançou, criando suas próprias canções e lançando seu estilo único, mostrar a trejetória da carreira é natural e, claro, rentável.

    Autora de sucessos como Last Friday Night, Firework e I kissed a Girl, Katy, assim como todos os grandes nomes da indústria musical americana, sabe como fazer entretenimento muito bem. A turnê “California Dreams” traz um show gigantesco, cheio de hits, efeitos visuais, dançarinos, trocas de roupas improváveis, levando o público, em sua maioria infantil e adolescente, à loucura!

    Não dá para negar: “Katy Perry Rocks”. Ou, com o perdão da brincadeira, “She Pops”!


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