KHAMSA

KHAMSA

(Khamsa)

2008 , 95 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 26/02/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Karim Dridi

    Equipe técnica

    Roteiro: Karim Dridi

    Produção: Karim Dridi, Karina Grandjean

    Fotografia: Antoine Monod, Cyril Dobinet

    Estúdio: Mirak Films

    Distribuidora: CineSesc

    Elenco

    Maéva Fertier, Magalie Contreras, Marc Cortes, Mehdi Laribi, Raymond Adam, Simon Abkarian, Tony Fourmann

  • Crítica

    23/02/2010 17h57

    Khamsa é uma crônica que apresenta um curto intervalo na vida do garoto cigano Marco (Marc Cortes). Não sabemos o que aconteceu em seu passado e acompanhamos a volta ao acampamento onde nasceu, as questões da adolescência e os pequenos furtos que ele e seus amigos mais velhos cometem para sobreviver.

    O tunisiano Karim Dridi (Bye Bye) se aplicou na cartilha “filme de arte”. Lá estão os silêncios dramáticos, pouco ou nenhum uso de trilha sonora, final aberto e um roteiro que dá atenção aos pequenos acontecimentos para construir uma narrativa.

    Isso é executado de maneira decente e honesta, respeitando a proposta do filme: permitir ao espectador que acompanhe um pequeno período tanto na vida do garoto como do acampamento onde vive. Marco, que tem 11 anos e meio, vive no limiar de “entrar na linha” ou “virar um bandido de verdade”.

    O objetivo de filme-retrato é alcançado principalmente pelo carisma dos personagens e dos atores. Marc Cortes, o protagonista, é impressionante. Encontrado por Dridi em um jogo de futebol, o menino contamina o filme com um espírito de liberdade e merece que outros diretores o chamem para trabalhar e provoquem novas experiências.

    Também se destacam outros não-atores, como os primos Tony (Tony Fourmann) e Coiote (Raymond Adam). O trabalho de direção dos atores é o elemento mais potente de Khamsa – nome em referência ao amuleto árabe que Marco carrega.

    Por outro lado, o filme de Dridi, que passou pelo Festival do Rio e pela Mostra de São Paulo, tem um desenvolvimento muito preso ao esqueleto de um “filme de arte”. Felizmente é carismático, mas a maneira que o filme é conduzido, fugindo da crítica política e se defendendo como um retrato da vida, tem frequentado o cinema independente há tempos. Aliás, Khamsa tem um clima muito parecido com o azerbaijanês A 40ª Porta.

    Nos prós, o pequeno mundo que cada um dos personagens constrói para sobreviver, além da liberdade de Marco e um roteiro que define símbolos através de pequenos gestos dos atores. Nos contras, uma direção que repete métodos de outros filmes feitos de silêncios e uma câmera que se posiciona como observadora.

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