KIRIKOU - OS ANIMAIS SELVAGENS

KIRIKOU - OS ANIMAIS SELVAGENS

(Kirikou et les Bêtes Sauvages)

2005 , 74 MIN.

anos

Gênero: Animação

Estréia: 03/07/2014

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Bénédicte Galup, Michel Ocelot

    Equipe técnica

    Roteiro: Bénédicte Galup, Marie Locatelli, Michel Ocelot, Philippe Andrieux

    Produção: Didier Brunner

    Trilha Sonora: Manu Dibango

    Elenco

    Awa Sene Sarr, Emile Abossolo M'bo, Emilie Gaydu e Gwénaël Sommier, Marie-Philomène Nga, Marthe Ndome, Pascal N'Zonzi, Pierre-Ndoffé Sarr, Robert Liensol

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Em 1998, o roteirista, cineasta e animador francês Michel Ocelot encantou o mundo (bom, pelo menos o mundo ligado no circuito alternativo de cinema) com seu longa de estréia, Kiriku e a Feiticeira. De traços simples, idéias ágeis e recheado de cultura africana, o desenho animado ganhou mais de uma dezena de indicações e prêmios em vários festivais mundiais, principalmente os de animação e os ligados à temática infantil.

    Dois anos mais tarde, Ocelot lançou o também encantador Príncipes e Princesas, contando histórias mágicas por meio de desenhos silhuetados não menos mágicos, mas sem o reconhecimento popular do seu trabalho anterior. Em 2005, foi a vez de Kirikou - Os Animais Selvagens, antes de, em 2006, o cineasta se superar com o hipnotizante As Aventuras de Azur e Asmar, uma fábula mergulhada na cultura muçulmana.

    No circuito brasileiro, Azur e Asmar foi exibido antes de Kirikou - Os Animais Selvagens, que agora desembarca por aqui com a grafia original ("Kirikou"), que havia sido simplificada para "Kiriku" no filme de 98. Mas, afinal, quem é Kirikou (ou Kiriku?). Trata-se de um garotinho africano que, literalmente, já nasceu falando. Apesar de bem pequenino, o precoce Kirikou é extremamente inteligente e nunca se deixa abater pelas dificuldades da vida, por maiores que elas possam parecer. No primeiro filme, ele salva sua aldeia da terrível bruxa Karaba. A saga prossegue nesta continuação: Karaba ainda quer destruir a aldeia do pequeno africano, lançando sobre ela as mais diferentes pragas, feitiços e maldições. Mas, munido de alto astral, inteligência e uma saudável molecagem, Kirikou tira tudo de letra.

    São histórias simples que acompanham a ingênua simplicidade do traço de Ocelot. E é justamente neste despojamento naïf que reside o encanto do filme. Assim como Kirikou resiste à bruxa, Ocelot resiste à sedução da tecnologia 3D "estilo Pixar". Ele é um contador de histórias à moda antiga, do tipo que ainda manda flores e que faz questão de cooptar como co-autor de seus filmes a sempre vívida imaginação de quem os assiste. Crianças ou adultos, tanto faz: Kirikou - Os Animais Selvagens é um filme para toda a família, para todas as idades. Aliás, já passou da hora de parar de se rotular desenho animado como filme para criança.

    A lamentar, somente o fato das canções originais em francês não terem sido pelo menos legendadas nas cópias dubladas em português que estão sendo distribuídas no Brasil. Quem não entender o idioma vai perder um pouco do filme.

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