KUNG FU PANDA 2

KUNG FU PANDA 2

(Kung Fu Panda: The Kaboom of Doom)

2011 , 90 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 10/06/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jennifer Yuh

    Equipe técnica

    Roteiro: Glenn Berger, Jonathan Aibel

    Produção: Melissa Cobb

    Trilha Sonora: Hans Zimmer, John Powell

    Estúdio: DreamWorks Animation

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Alexandra Gold Jourden, Angelina Jolie, April Hong, Conrad Vernon, Dan O'Connor, Danny McBride, David Cross, Dennis Haysbert, Dustin Hoffman, Fred Tatasciore, Gary Oldman, Jack Black, Jackie Chan, James Hong, Jason Bertsch, Jean-Claude Van Damme, Jeremy Shipp, Joseph Izzo, Lauren Tom, Lena Golia, Liam Knight, Lucy Liu, Maury Sterling, Michael DeMaio, Michelle Yeoh, Mike Bell, Paul Mazursky, Romy Rosemont, Seth Rogen, Shane Glick, Stephen Kearin, Victor Garber

  • Crítica

    09/06/2011 14h16

    Quando se trata de uma produção com traços originais e potencial de se tornar franquia, ter bom desempenho nas bilheterias é uma faca de dois gumes. Numa continuação, como manter o frescor e proporcionar o prazer pelo inesperado em quem assiste? Algumas produções sucumbem não no resultado financeiro, mas na cara de pau de não almejar a surpresa como meta e repetir uma fórmula que deu certo – leia-se Se Beber, Não Case! Parte II. Ao lado dos beberrões de Todd Philips, Kung Fu Panda 2 é um exemplo de filme que sofre da síndrome da continuação.

    Em 2008, a DreamWorks virou para o mundo e disse: vocês vão ver um panda falante praticando a suprema arte marcial chinesa e, melhor, não sentirão estranheza. E tem mais: o bando terá uma Tigresa, Garça, Louva-a-Deus, Macaco e Víbora. Em 2011, quando essa história já se tornou realidade, o pasmo já foi embora e naturalmente o filme perde um pouco do encanto.

    Ainda mais quando o enredo repete os mais variados clichês de filmes de ação dos últimos quarenta anos: o heroi que tem de descobrir uma verdade recôndita que justifica todo filme; um parceiro muito mais forte que o protagonista, mas sem o mesmo carisma ou a gana pela superação; a motivação final na batalha de encerramento que renova as esperanças de derrotar o vilão (geralmente, com o ferimento ou morte de alguém próximo e querido); o vilão que finge aceitar a derrota para, num ato traiçoeiro, trapacear (por exemplo: jogar areia no olho do heroi).

    Mas o que mantém Kung Fu Panda 2 como um filme médio e entretenimento descompromissado para toda a família? A qualidade da tecnologia de animação (filmada num scope muito interessante que privilegia movimentos horizontais e profundidade de campo) e a verve cômica do protagonista. Dublado por Jack Black na versão original e Lúcio Mauro Filho na brasileira, Po, o panda, continua engraçado, especialmente por ocupar um lugar que, aparentemente, não seria seu: o de Dragão Guerreiro.

    Na sequência, Panda já está na liderança dos Cinco Furiosos, mas tem uma página de sua vida em aberto. Por que ele é um urso e seu pai um ganso? Numa válida mensagem para as crianças sobre a diferença, o personagem questiona: “Quem sou eu?”. Feliz de quem consegue, ao longo de sua existência, encontrar respostas para essa pergunta, pois é um sentimento magnífico. Em busca do seu próprio eu e raízes desconhecidas que Po vai tentar derrotar Lord Shen, um pavão que construiu uma arma letal que ameaça a sobrevivência do kung fu.

    A DreamWorks Animation ainda não conseguiu chegar ao mesmo nível de Shrek, primeira animação da empresa de Spielberg, Katzenberg e Geffen, ou, mais recentemente, Como Treinar Seu Dragão. Tecnicamente, vai tudo bem, obrigado, e os produtores decidem assumir riscos. Agora, quando se trata de enredo, a previsibilidade reina, como é o caso de Kung Fu Panda 2.

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