KUNG-FUSÃO

KUNG-FUSÃO

(Kung Fu Hustle)

2004 , 95 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Stephen Chow

    Equipe técnica

    Roteiro: Chan Man Keung, Stephen Chow, Tsang Kan Cheong, Xin Huo

    Produção: Jeffrey Lau, Po Chu Chui, Stephen Chow

    Fotografia: Hang-Sang Poon

    Trilha Sonora: Raymond Wong

    Elenco

    Chi Chung Lam, Dong Zhi Hua, Hsiao Liang, Kwok Kuen Chan, Siu-Lung Leung, Stephen Chow, Xiaogang Feng, Yuen Qiu

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Nunca fui ligada nos filmes de kung fu, até descobrir Bruce Lee. Vi poucos filmes dele, mas descobri que há muita diversão na pancadaria. Agora, imagine um filme protagonizado por um mestre das artes marciais como Lee, aliado à fanfarronice de Jackie Chan e "turbinado" com efeitos especiais influenciados por filmes como Matrix (1999) e O Tigre e o Dragão (2000). Pronto, você já sabe mais ou menos do que se trata Kung-Fusão, fenômeno de bilheterias nos cinemas asiáticos e, também, nos americanos, já que é o filme estrangeiro com maior lançamento em cópias nos EUA. Além disso, o filme já tem a maior bilheteria mundial em se tratando de produções feitas em Hong Kong. O que pode ser visto como reflexo da popularidade de seu protagonista e diretor, Stephen Chow, que, com mais de 50 filmes do currículo, passou a fazer sucesso internacional em 2001 com Shaolin Soccer.

    Kung-Fusão é ambientado na caótica China pré-revolucionária. Sing (Stephen Chow) é um ladrão de quarta categoria (nem de segunda ele é mais) cujo sonho é tornar-se membro da sofisticada Gangue do Machado. Percorrendo o movimentado complexo de apartamentos da periferia, conhecido como Beco Curral do Porco, Sing tenta extorquir dinheiro de um dos moradores do lugar, mas seus vizinhos não são exatamente o que aparentam ser. Pobres e mal-vestidos, eles se revelam lendários mestres do kung fu. As tentativas de intimidação de Sing e seu parceiro (Lam Tze Chung) acabam chamando a atenção da gangue.

    Enquanto os moradores de Curral do Porco lutam ferozmente por suas vidas, o inevitável conflito de titãs do kung fu faz revelar alguns legendários mestres das artes marciais. Enquanto isso, Sing - um vilão que não consegue ser tão mal assim - é revelado ao espectador como mais forte do que parece ser.

    Na realidade, Kung-Fusão é um filme totalmente sem sentido, e está aí sua graça. Neste filme de ação e comédia, as piadinhas infames dialogam com efeitos especiais e golpes de artes marciais de uma maneira divertida. O estilo de comédia é uma mistura de seriados como Os Três Patetas (inclusive nas câmeras aceleradas) com os filmes chineses de Jackie Chan. Kung-Fusão mistura um monte de estilos - incluindo musicais e faroestes - sem ter medo de ser feliz. Ou engraçado. Exagerado (até demais, o que incomoda um pouco à medida que caminha ao final) e inconseqüente, trata-se de uma produção que, definitivamente, não deve ser levada a sério. Achar graça em Kung-Fusão é como dar risada de piadas infames: você sabe que não deveria, mas abstrai para não ficar com raiva e chegar ao objetivo final, a risada.

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