LADY VINGANÇA

LADY VINGANÇA

(Chinjeolhan geumjassi)

2005 , 112 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia: 11/05/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chan-wook Park

    Equipe técnica

    Roteiro: Chan-wook Park, Seo-Gyeong Jeong

    Produção: Chun-yeong Lee, Tae-hun Lee, Young-wuk Cho

    Fotografia: Chung-hoon Chung

    Trilha Sonora: Choi Seung-hyeon

    Elenco

    Bu-seon Kim, Min-sik Choi, Shi-hoo Kim, Su-hee Go, Yea-young Kwon, Yeong-ae Lee

  • Crítica

    11/05/2007 00h00

    Lady Vingança finalmente estréia no circuito comercial brasileiro já de olho numa fatia do mercado: os fãs de OldBoy (2003). Este drama, dirigido por Chan-wook Park, encerra a "Trilogia da Vingança" concebida pelo cineasta sul-coreano, precedida por OldBoy e o inédito no Brasil Boksuneun Naui Geot (2002). Desta forma, o espectador pode esperar alguns elementos do filme de 2003, especialmente os planos de vingança e toques de humor negro, permeados por muita violência e um trabalho primoroso na direção.

    Lee (Geum-ja Lee) é uma jovem que participa do seqüestro de um menino de seis anos como cúmplice do Sr. Baek (Min-sik Choi, protagonista de OldBoy). Quando a ação dá errada, ela é presa como responsável pela morte do menino e passa 13 anos na prisão. Como em OldBoy, o cárcere faz com que a protagonista amadureça um plano de vingança. Mas se no filme anterior da trilogia o personagem principal não tinha idéia para onde direcionar sua raiva, a de Lee está muito bem encaminhada: o Sr. Baek. Quando cumpre sua pena e é libertada da prisão, Lee sai numa verdadeira epopéia para concretizar o complexo plano de vingança contra o ex-amante.

    Lady Vingança tem muito de Old Boy, mesmo porque ambos fazem parte de um mesmo projeto. No entanto, neste filme, Park dá uma visão mais madura à trama, principalmente por ela ser centrada num personagem feminino extremamente complexo. O filme mostra muito bem essa transição pela qual passa Lee. No começo do filme, ela é uma estudante inocente que, apaixonada, envolve-se num crime e torna-se a única condenada por ele. Na prisão, amadurece de uma forma cruel e violenta, a única possível numa situação dessas. Ela usa maquiagem vermelha nos olhos para esconder o olhar doce como se mostrasse que tamanha crueldade em seus atos não é desejada, mas necessária. Por isso a maturidade feminina em Lady Vingança: existe uma dualidade complexa e evidente na protagonista, que toma como obrigação própria o plano de vingança, mesmo querendo titubear às vezes.

    O próprio Park mostra um amadurecimento em sua direção, que já era genial no filme anterior. Combinada à direção de arte e a fotografia mais clara e colorida se comparada a OldBoy, leva à tela uma obra única. A trama em muitas vezes lembra a de Kill Bill, especialmente por ambas as produções focarem um plano de vingança feminino, mas Lady Vingança se distancia dos dois filmes de Quentin Tarantino principalmente pela personalidade dúbia da protagonista, que age quase como um anjo vingador do crime pelo qual cumpriu pena. Os 13 anos presa fizeram com que ela perdesse o que era mais valioso em sua vida: a própria existência em si, que, na liberdade, passou a ser motivada somente pela vingança desejada.

    Lady Vingança chega ao mercado brasileiro com certo atraso, mas muito bem-vindo, especialmente aos que admiram o trabalho de Chan-Wook Park, também tardiamente descoberto por aqui.

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