LARRY CROWNE - O AMOR ESTÁ DE VOLTA

LARRY CROWNE - O AMOR ESTÁ DE VOLTA

(Larry Crowne)

2011 , 99 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 09/09/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tom Hanks

    Equipe técnica

    Roteiro: Nia Vardalos, Tom Hanks

    Produção: Gary Goetzman, Tom Hanks

    Fotografia: Philippe Rousselot

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Playtone Productions, Universal Pictures, Vendome Pictures

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    A.B. Fofana, Alex Quijano, Barry Sobel, Biff Henderson, Bob Stephenson, Brady Rubin, Bryan Cranston, Carly Reeves, Cedric the Entertainer, Celeste Den, Chad W. Smathers, Chet Hanks, Claudia Stedelin, Dale Dye, David L. Murphy, E-Kan Soong, Erin Underwood, George Takei, Grace Gummer, Gugu Mbatha-Raw, Herbert Siguenza, Holmes Osborne, Ian Gomez, Jack Milo, Jon Seda, Joshua Biton, Julia Cho, Julia Roberts, Julie Wagner, Malcolm Barrett, Maria Canals-Barrera, Nia Vardalos, Pam Grier, Rami Malek, Randall Park, Ric Salinas, Richard Montoya, Rita Wilson, Rob Riggle, Roxana Ortega, Sarah Levy, Sarah Mahoney, Sy Richardson, Taraji P. Henson, Tarina Pouncy, Tina Huang, Tom Budge, Tom Hanks, Wilmer Valderrama

  • Crítica

    05/09/2011 14h07

    Larry Crowne – O Amor Está de Volta pode passar em branco no Oscar, mas um “prêmio” ele já conseguiu: o de filme do ano com a menor quantidade de conflitos. O leitor deve se perguntar como isso foi possível, já que temos a história de um cinquentão que vai para a universidade dividir a atenção do professor com jovenzinhos de 18 anos. Interessante, né?

    Tom Hanks conseguiu a demeritória façanha de, num filme que inspira adversidade dramática e superação, tornar tudo morno. Nem ruim ou bom, insosso. Na extensa lista de longas sem tempero lançados em 2011, Larry Crowne – O Amor Está de Volta é forte candidato a vencedor do Troféu Sem Sazón.

    Não era para ser assim, mas Nia Vardalos e Hanks, os roteiristas, estavam tão preocupados em escrever diálogos engraçados – o que, de fato, conseguiram – que se esqueceram de colocar pedras no meio do caminho do personagem para lhe dar empatia.

    Além de diretor e corroteirista, Hanks é o protagonista que empresta o nome ao filme. Chegando aos 50 e trabalhando num supermercado – ironicamente chamado UMart, que pode ser entendido como referência a Wall Mart –, é demitido repentinamente. Mesmo sendo um funcionário exemplar, não mais se encaixa no quadro da empresa por não ter curso superior. Tempos modernos da sofisticada crueldade do capitalismo.

    Após um curto período de dúvidas, Larry toma a grande decisão: voltar para a faculdade. Pronto: o primeiro e único conflito dramático já está estabelecido e resolvido com dez minutos de filme! Faltou Hanks fazer o workshop de Robert McKee, o guru do roteiro hollywoodiano.

    Seu celular é antigo, seu corte de cabelo não combina com a “tendência”, seu carro gasta mais gasolina do que ele pode pagar. São lampejos que, se desenvolvidos, teriam feito de Larry um personagem mais crível, simpático, resultando num filme que contrabalanceasse a comédia e o drama. O primeiro vai bem, obrigado. Já o segundo é fraco.

    Salvam-se a direção de arte do cubano Carlos Menéndez (Miami Vice), eficiente a ajudar na criação de clima, e as atuações de Tom Hanks, acostumado a viver tipos pretensamente simpáticos, Julia Roberts, com a tradicional cara de megera de mal com a vida, e Gugu Mbatha-Raw, muito simpática como a amiga moderninha de Larry.

    De resto, Larry Crowne – O Amor Está de Volta é um filme falso, capaz de arrancar algumas risadas, mas a serviço apenas de transmitir, de maneira supérflua, mensagem de que o recomeço não depende da idade. Sim, mas só com isso não se faz um filme.


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