LATE BLOOMERS - O AMOR NÃO TEM FIM

LATE BLOOMERS - O AMOR NÃO TEM FIM

(Late Bloomers)

2011 , 94 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 11/11/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Julie Gavras

    Equipe técnica

    Roteiro: Julie Gavras, Olivier Dazat

    Produção: Bertrand Faivre, Sylvie Pialat

    Fotografia: Nathalie Durand

    Trilha Sonora: Sodi Marciszewer

    Estúdio: Angoa-Agicoa, BE-FILMS, Canal+, CinéCinéma, i2i Audiovisual, Le Bureau, Les Films du Worso, Procirep, Programme MEDIA de la Communauté Européenne, uFilm

    Distribuidora: Art Films

    Elenco

    Aidan McArdle, Arta Dobroshi, Chris Wilson, Christopher Collins, Danny Rahim, Doreen Mantle, Elsie Kelly, Gino Picciano, Hannah Charlton, Hugo Speer, Iona Warne, Isabella Rossellini, Joanna Bobin, Joanna Lumley, John Warman, Kate Ashfield, Leslie Phillips, Lin Blakley, Luke Treadaway, Martin John King, Michael Pourrot, Nicholas Farrell, Phoenix James, Russell Honeywell, Ryan Quartley, Simon Callow, Stuart Martin, Sushil Chudasama, William Hurt

  • Crítica

    09/11/2011 14h46

    Não é novidade que um filme de Julie Gavras consiga se aproximar de temas delicados com um charme que atenua as dores no meio do caminho. Se em A Culpa é do Fidel!, uma menina filtrava a dureza e sequelas do tema (militância política), em Late Bloomers – O Amor Não Tem Fim o envelhecimento é o assunto da filha de Costa-Gavras.

    Os traumas são aliviados, as passagens menos dolorosas. Um filme educativo, no qual os personagens começam desconhecendo algo e, após a jornada compartilhada pelo espectador, “aprendem” uma lição para seguir vivendo.

    O bom da atenuação típica de Julie é que um público mais conservador que passaria longe de um filme sobre aprender a envelhecer dará uma chance a Late Bloomers – O Amor Não Tem Fim e, provavelmente, não vai se decepcionar. O ruim é que abrandar na abordagem implica deixar de aprofundar e investir nas dores, o que também faz parte do processo de amadurecimento.

    Tais escolhas tornam Late Bloomers – O Amor Não Tem Fim um filme leve, apesar da potencial aspereza da história; divertido e aprazível, porém superficial; personagens com empatia, mas repetições clichês; charmoso, todavia previsível.

    Quem guia a história escrita por Julie Gavras e Olivier Dazat é um casal vivido por William Hurt, cujo olhar guarda uma indecifrável tristeza desde O Beijo da Mulher-Aranha, e Isabella Rossellini, atriz que consegue dar uma pitada de humor às suas personagens. O filme abre com Adam (Hurt) ganhando uma medalha por seu trabalho como arquiteto. Passam alguns minutos e sua esposa Mary (Isabella) percebe que estão ficando velhos. O que fazer?

    O poder de sedução de uma mulher que chegou aos 60 (uma das melhores cenas do filme é a cantada no café), a necessidade de confirmar a virilidade para o homem, a obrigação de se reinventar, a falácia do discurso da “Melhor Idade” e outros assuntos passam com sensibilidade por Late Bloomers – O Amor Não Tem Fim.

    Porém, a cada sinal de entrar a fundo numa questão, o filme prefere puxar o freio. Um momento cômico sucede um dramático, uma sequência musical alivia o drama e assim o filme segue. Um tom parecido com Elsa e Fred - Um Amor de Paixão.

    Sem muitas surpresas, mas com um potencial claro em seduzir quem olha para a velhice como uma questão próxima. Numa sociedade cada vez mais conservadoram que cria um discurso eufemista para a idade, como viver os 60 com os benefícios que o tempo traz, mas sem cair nas armadilhas do comportamento infantilizado e vazio de viver como nos 20?

    Late Bloomers – O Amor Não Tem Fim é um comentário en-passant sobre isso.


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