LATITUDE ZERO

LATITUDE ZERO

(Latitude Zero)

1999 , 90 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Toni Venturi

    Equipe técnica

    Roteiro: Di Moretti

    Produção: Toni Venturi

    Fotografia: Jacob Solitrenick

    Trilha Sonora: Livio Trachtenberg

    Estúdio: Olhar Imaginário

    Elenco

    Débora Duboc e Cláudio Jaborandy

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Coisas do cinema brasileiro: concluído em 1999 só agora o drama Latitude Zero consegue estrear no circuito comercial. E não por falta de méritos do filme. Muito pelo contrário: denso, bem-produzido e muito bem-dirigido, Latitude Zero coleciona prêmios e elogios pelos festivais por onde passa. Merecidamente.

    A trama mostra Lena (Débora Duboc), uma mulher grávida e abandonada no meio do nada, num bar esquecido à beira de uma estrada. Uma paisagem árida que pode ser tanto Mato Grosso como o Quirguistão. A chegada do cabo Vilela (Claudio Jaborandy) dá início a um estranho relacionamento. Um misto de amor e ódio que move as peças do jogo da sobrevivência de forma rude e tão áspera como o lugar onde eles vivem. Ou tentam viver.

    Latitude Zero é o primeiro filme de ficção do diretor Toni Venturi, que já havia demonstrado talento no seu documentário O Velho, sobre a vida de Luís Carlos Prestes. Chega a ser surpreendente a maturidade tão coesa de um cineasta tão estreante. O filme é basicamente um belo trabalho de atores e de direção. Tanto Débora Duboc quanto Claudio Jabordandy demonstram força e desempenho artístico suficientes para amarrar a narrativa e segurar a atenção do público dentro de um roteiro tão cru. Um texto, inclusive, baseado na peça de teatro de Fernando Bonassi.

    Rodado no garimpo abandonado de Poconé, em Mato Grosso, Latitude Zero enche os olhos com uma bela direção de arte, ao mesmo tempo em que não faz questão alguma de conceder comercialmente a um tipo “fácil” de cinema. Trata-se de um filme para pensar, para sentir e para sofrer. Um trabalho de qualidade que merece ser conferido na tela grande.

    6 de março de 2002
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus