LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS

(Remember Me)

2010 , 113 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 12/03/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Allen Coulter

    Equipe técnica

    Roteiro: Will Fetters

    Produção: Trevor Engelson

    Fotografia: Jonathan Freeman

    Trilha Sonora: Marcelo Zarvos

    Estúdio: Summit Entertainment, Underground Films and Management

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Andrea Navedo, Angela Pietropinto, Athena Currey, Bob Colletti, Caitlyn Rund, Chris Cooper, Chris McKinney, Christopher Clawson, David Anzuelo, David Deblinger, David Wilson Barnes, Douglas Crosby, Drew Leary, Ebrahim Jaffer, Emilie de Ravin, Emily Godshall, Emily Wickersham, Gregory Jbara, Jane Harnick, Jon Trosky, Justin Grace, Kate Burton, Kelli Barrett, Kevin P. McCarthy, Lee Brock, Lena Olin, Meghan Markle, Michael Hobbs, Moisés Acevedo, Morgan Turner, Noel Rodriguez, Olga Merediz, Peyton List, Pierce Brosnan, Robert Pattinson, Ruby Jerins, Sándor Técsy, Scott Burik, Scott Nicholson, Tate Ellington, Tricia Paoluccio, William Cote, William H. Burns

  • Crítica

    04/03/2010 19h12

    As fãs de Robert "Crepúsculo” Pattinson podem até estranhar o ritmo um tanto lento de Lembranças, novo filme do ator. Mas não vão se decepcionar com a quantidade de cenas em que o rapaz aparece na tela. Talvez até por constar nos créditos também como produtor executivo do filme, Pattinson acaba carregando Lembranças nas costas. Porém, diferente do grande sucesso vampiresco, não se trata de uma obra fácil.

    Logo na primeira cena, ambientada na Nova York de 1991, um violento assassinato de uma mãe bem diante de sua pequena filha já choca o espectador. Há, então, um corte de dez anos no tempo para acompanharmos a vida de Tyler (Pattinson), rapaz atormentado pela morte de seu irmão mais velho, acontecida alguns anos antes. Embora filho de milionário, ele tem péssimas relações com o pai e se sustenta num modesto trabalho numa livraria. Sua paixão é a pequena e inteligente irmã, de 11 anos, vista na escola como “aberração”. Sua vida se torna mais alegre (ou menos dolorida) quando, por linhas tortas, ele começa a namorar Ally, justamente a garota que presenciou a morte da mãe, na primeira cena do filme, dez anos antes.

    O que acontece, então, por assim dizer, “não daria um filme”, como costuma se falar no jargão dos cineastas. Tyler força a barra com o pai para que ele seja mais presente com a pequena filha, se mete em brigas motivado pela grande dor não resolvida da morte do irmão, deprime-se com facilidade... enfim, nada que chame a atenção para um bom roteiro de cinema. Tudo acontece meio sem ritmo, com diálogos excessivos, nem sempre notáveis. Na verdade, porém, parece que todo o filme é encaminhado até com uma certa sonolência para que o público se esqueça de um detalhe importante da primeira cena que justificará todo o momento final e, consequentemente, a existência do próprio filme. Mas o espectador mais atento dificilmente deixará este detalhe passar.

    E é aí que o crítico se vê numa encruzilhada: se contar o detalhe da cena inicial que justifica o final, estraga o filme. Se não contar, a crítica fica “pela metade”. Como eu sou contra spoilers (aquelas informações que tiram o prazer de quem gosta de ter surpresas no cinema), fica a dica: quem for ver Lembranças só pela presença de Pattinson, talvez até goste do filme. Quem procura algo mais, provavelmente, vai se decepcionar com o roteiro de pouco conteúdo e com o ritmo pouco atrativo do desenrolar da ação.

    Vale só pela cena final. Talvez seja pouco.

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