LEMMING - INSTINTO ANIMAL

LEMMING - INSTINTO ANIMAL

(Lemming)

2005 , 130 MIN.

14 anos

Gênero: Suspense

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Dominik Moll

    Equipe técnica

    Roteiro: Dominik Moll, Gilles Marchand

    Produção: Michel Saint-Jean

    Fotografia: Jean-Marc Fabre

    Trilha Sonora: David Whitaker

    Estúdio: Diaphana Films

    Elenco

    André Dussollier, Charlotte Gainsbourg, Charlotte Rampling, Jacques Bonnaffé, Michel Cassagne, Véronique Affholder

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Seguindo a linha de Cachê e de outros filmes inquietantes que não se rendem às fórmulas convencionais, o cinema francês mostra todo o seu poder perturbador em Lemming - Instinto Animal, o mais recente trabalho do bissexto diretor alemão Dominik Moll.

    O mote inicial é semelhante ao de Cachê, mas logo a história se desenvolve por outros caminhos. Benédicte (Charlotte Gainsbourg, de 21 Gramas) e Nicolas (Laurent Lucas, muito parecido com Martin Landau quando jovem) formam o chamado "casal perfeito": jovens, apaixonados, esperançosos, cultos e bem de vida. Porém, tudo começa a desabar quando eles recebem para jantar em sua casa o patrão de Nicolas, Richard Pollock, e sua esposa, Alice. Ambos são respectivamente interpretados pelos ótimos André Dussollier, de Dupla Confusão, e Charlotte Rampling, de Swimming Pool - À Beira da Piscina. A agressividade de Alice para com seus anfitriões é cruel e contundente. Em poucos minutos, o jantar se transforma num desastre. Mais algumas horas e Alice se instalará na vida de Benédicte e Nicolas de forma arrasadora. E é melhor não dizer mais nada.

    Lemming - Instinto Animal tem aquele tom hipnótico que costuma permear o bom cinema europeu. Um estranhamento magnético que confere aos seus personagens reações que, pelo menos a princípio, soam falsamente frias e contidas, quase inaceitáveis para nós, latinos de sangue quente. E talvez por isso mesmo o filme se mostre tão envolvente: pela sua narrativa silenciosamente asséptica, minimalista, que faz com que não tiremos os olhos da tela. Isso sem falar nos quatro excelentes atores que conduzem a trama, todos sob uma ótima direção.

    O tema do estranho que chega para desestabilizar e perturbar uma situação de aparente equilíbrio não é exatamente uma novidade e está presente, inclusive, no filme anterior do diretor, Harry Chegou para Ajudar (2000). Mas aqui a história é recontada com toques de suspense e, sem querer estragar as surpresas, até de um certo transcendentalismo espiritual.

    O filme concorreu em Cannes 2005, mas não chegou a ser premiado.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus