LEÕES E CORDEIROS

LEÕES E CORDEIROS

(Lions for Lambs)

2007 , 92 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 09/11/2007

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Redford

    Equipe técnica

    Roteiro: Matthew Michael Carnahan

    Produção: Andrew Hauptman, Matthew Michael Carnahan, Robert Redford, Tracy Falco

    Fotografia: Philippe Rousselot

    Trilha Sonora: Mark Isham

    Estúdio: Andell Entertainment, United Artists

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Andrew Garfield, Derek Luke, Meryl Streep, Michael Peña, Peter Berg, Robert Redford, Tom Cruise

  • Crítica

    09/11/2007 00h00

    Provavelmente, a maioria das pessoas ainda não parou para pensar que o conflito entre EUA e Iraque já dura mais que a Segunda Guerra Mundial. E certamente não vai terminar tão cedo. É justamente este o maior mérito do filme Leões e Cordeiros: fazer com que as pessoas parem e pensem: no absurdo desta guerra fabricada, na função de cada indivíduo dentro da sociedade e no papel da mídia. Dirigido e protagonizado por Robert Redford, Leões e Cordeiros propõe exatamente o contrário da maioria dos filmes norte-americanos: pensar. O que é coerente com a longa carreira de Redford, sempre associada a trabalhos ligados a causas políticas e humanitárias.

    O belíssimo roteiro do quase estreante Matthew Michael Carnahan (anteriormente, só havia roteirizado O Reino, com Jamie Foxx) propõe três situações distintas, desenvolvidas em três locais diferentes, mas ao mesmo tempo. Na primeira, passada em Washington, a conceituada jornalista Janine (Meryl Streep) consegue uma entrevista exclusiva de uma hora de duração com o jovem senador Irving (Tom Cruise). Na segunda, ambientada na Universidade da Califórnia, o experiente professor Malley (Redford) também concede uma hora de conversa, a portas fechadas, com o jovem Todd (Andrew Garfield), aluno brilhante, mas totalmente desmotivado. Na terceira, ocorrida em algum lugar do Afeganistão, os soldados Ernest (Michael Peña) e Arian (Derek Luke) lutam desesperadamente pela sobrevivência.

    Estas três situações vão se entrelaçando no decorrer da trama para formar um instigante painel da sociedade americana, no qual se vêem claramente representados o jornalismo, a política, o exército, a escola, a juventude classe média alta e a menos favorecida. Todos discutindo, basicamente, duas questões perturbadoras: o que significa esta guerra contra o Iraque e qual é, afinal, o papel de cada um dentro desta insanidade.

    Como se percebe, Leões e Cordeiros não é um mero entretenimento. Bastante verbal (a primeira idéia do roteirista era escrever uma peça de teatro), exige atenção plena do espectador, mas recompensa o esforço com diálogos brilhantes, uma ótima discussão política e interpretações memoráveis. Até Tom Cruise, no papel do político empertigado, se sai bem.

    O filme não se propõe a apontar respostas, mas sim a incomodar com as perguntas. O que é muito mais interessante e provocativo tanto para quem gosta de cinema como para quem não dispensa uma boa argumentação para um dos temas mais absurdos dos últimos anos: os US$ 12,5 milhões por hora (é isso mesmo, por hora!) que a Casa Branca gasta na Guerra do Iraque.

    Veja e pense.

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