PôsterFF_Liga da Justiça

LIGA DA JUSTIÇA

(Justice League)

2017 , 121 MIN.

10 anos

Gênero: Ação

Estréia: 16/11/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Zack Snyder

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Terrio

    Produção: Charles Roven, Deborah Snyder, Geoff Johns, Jon Berg

    Fotografia: Fabian Wagner

    Trilha Sonora: Danny Elfman

    Estúdio: DC Entertainment, Warner Bros

    Montador: David Brenner, Martin Walsh, Richard Pearson

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Amber Heard, Amy Adams, Ben Affleck, Billy Crudup, Ciarán Hinds, Connie Nielsen, Daniel Stisen, Diane Lane, Erin Eliza Blevins, Ezra Miller, Gal Gadot, Henry Cavill, J.K. Simmons, Jason Momoa, Jeremy Irons, Jesse Eisenberg, Joe Morton, Kiersey Clemons, Lisa Loven Kongsli, Michael McElhatton, Ray Fisher, Robin Wright, Samantha Jo

  • Crítica

    15/11/2017 06h00

    Por Daniel Reininger

    O universo DC no cinema divide opiniões desde seu início com O Homem De Aço. Alguns idolatram, outros odeiam, mas o consenso geral é que a editora ainda precisa encontrar seu tom. Mulher-Maravilha veio para mudar as coisas e se tornar o primeiro filme aclamado desse universo, embora muitos o achem parecido demais com a Marvel. Agora, Liga Da Justiça entrega um filme com a cara da DC, narrativa coerente, bom ritmo e capaz de divertir.

    Sem dúvida todos queriam ver um live-action do grupo mais famoso dos quadrinhos. A boa notícia é que o longa é superior a Batman Vs Superman e Homem de Aço, mas a verdade é que ainda sofre com erros, como o começo truncado, exagero de cenas desnecessárias e CGI inconstante.

    É algo bem menos problemático do que vimos em BvS, mas são erros típicos da direção de Zack Snyder. O filme se torna fluído uma vez que os heróis passam a agir juntos. Dali em diante, tem ar mais leve, descontraído e a mão de Joss Whedon, que assumiu refilmagens e a montagem final, fica evidente.

    A trama une elementos vistos nos outros filmes do universo. É centrada nas Caixas Maternas, guardadas pelos povos da Terra para evitar o domínio de Lobo da Estepe, conquistador que tentou tomar o planeta milênios atrás, mas foi impedido pela união dos antigos deuses, como Zeus, e dos mortais.

    Com as ações de Lex Luthor em BvS e a morte do Superman, o vilão sente o chamado das caixas e retorna para finalizar sua dominação. A invasão é eminente, Bruce Wayne sabe disso e, ao lado de Diana, quer criar um grupo de defesa, mas pode ser tarde demais.

    O roteiro apresenta bem o problema e justifica a união dos heróis. Além disso, os novos personagens são introduzidos sem pressa, embora a edição sofra um pouco do efeito videoclipe de Snyder, especialmente no início do longa.

    Para quem não conhece, Ciborgue é o hacker deprimido e, embora seja o menos divertido do grupo, tem papel importante. Aquaman realmente tenta apagar a imagem patética que boa parte das pessoas têm dele e é cheio de atitude, ao ponto de muitas vezes parecer astro de um clipe musical dos anos 90. Já Flash é alívio cômico, com Ezra Miller encarnando muito bem o brincalhão Barry Allen, garantindo boas tiradas e protagonizando uma cena incrível em câmera lenta.

    Obviamente, a trindade da DC já é motivo suficiente para pagar o ingresso. Dessa vez, Superman está mais próximo das versões das HQs. Ele voltou a ser o herói bondoso e leve que conhecemos, para felicidade de muita gente. Mulher-Maravilha continua badass e encantadora. Infelizmente, Batman parece mais fora de tom do que nunca.

    Ben Affleck parece ter sentido as críticas ao seu Bruce Wayne e está apagado, com diálogos clichês sem emoção e sempre deslocado em relação aos outros membros da Liga, mesmo sendo um dos líderes. Até mesmo a boa química com Diana, vista em BvS, parece ter sumido.

    Outro problema do longa é o Lobo das Estepes, de motivações simplórias, diálogos clichês e computação gráfica falha em muitos momentos, o que o deixa com um ar esquisito. Sem surpresas, afinal o vilão ser fraco é problema comum em 90% dos longas do gênero.

    Outro aspecto da maioria dos filmes de heróis e reproduzido aqui é o humor, presente em boa parte da trama de Liga da Justiça, apesar do tom ser menos exagerado do que vemos nos filmes da Marvel. Um momento com Aquaman sentimental é particularmente engraçado e criativo.

    E é claro, Liga da Justiça tem boas cenas de ação. O curioso é que certos momentos dos longas anteriores parecem ter sido melhor ensaiados/planejados, apesar de suas inegáveis falhas técnicas e narrativas. Liga possui bons momentos, mas o exagero de CGI e a falta de entrosamento dos membros da LJ atrapalham os combates nesta obra.

    Visualmente, o longa é mais claro e segue a estética de Mulher-Maravilha, embora o estilo de Snyder seja óbvio e ainda garanta algo realmente único. Entretanto, os cenários mais interessantes são os já vistos em filmes anteriores, afinal falta criatividade aos novos ambientes introduzidos nesta produção. E como esperado, a trilha sonora faz sua parte, evocando momentos épicos e sentimentais quando necessário.

    Liga Da Justiça mostra que a DC está mesmo no caminho certo, embora ainda não tenha acertado a mão em cheio, a melhora é óbvia. Talvez a questão mais importante é que o filme é capaz de divertir do começo ao fim e consigue manter o interesse do público mesmo longe das cenas de ação. Os diálogos, como um todo, também estão menos exagerados e mais realistas e praticamente todos os personagens têm espaço para brilhar.

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