LILO E STITCH

LILO E STITCH

(Lilo and Stitch)

2002 , 85 MIN.

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chris Sanders, Dean DeBlois

    Equipe técnica

    Roteiro: Chris Sanders

    Produção: Clark Spencer

    Trilha Sonora: Alan Silvestri

    Estúdio: Walt Disney Animation

    Distribuidora: Disney

    Elenco

    Chris Sanders, Daveigh Chase, David Ogden Stiers, Jason Scott Lee, Tia Carrere, Ving Rhames

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Criado para destruir, o monstrinho alienígena batizado de "experiência 626" foge de seu planeta e cai na Terra. Mais precisamente no Havaí. Confundido com um cachorrinho de estimação, ele é adotado por Lilo, uma garotinha órfã que tem dificuldades em fazer amigos. Porém, agentes interplanetários saem pela galáxia à procura do destruidor animalzinho.

    Raro longa-metragem de animação dos Estúdios Disney a contar uma história original, já que quase todos os demais são baseados em livros infantis. Mais raro ainda é o fato de Lilo & Stitch ter revivido a antiga técnica da aquarela, amplamente utilizada nas primeiras produções da empresa (casos de Branca de Neve e os Sete Anões, Pinóquio, Dumbo e Bambi), mas que estava em desuso há décadas. Aliadas a efeitos de computação gráfica de última geração, várias aquarelas foram pintadas a mão para compor os cenários do desenho, criando um visual diferenciado, por meio de um sistema que era considerado ultrapassado. Os produtores dizem que a intenção foi resgatar um certo charme romântico dos anos 40. Porém, os tiroteios das cenas iniciais nada têm de românticos e, como já pôde ser percebido também em Atlantis, parece que filosofia Disney anti-violência sofreu algumas alterações nos últimos anos. Sinal dos tempos?

    Também é temerária a criação de Stitch, certamente o protagonista mais desagradável e mau-caráter que já saiu das pranchetas da Disney. Ainda que no decorrer do filme sua personalidade se transforme, na maior parte do tempo Stitch se apresenta como um perigo destruidor, um elemento de medo e incômodo que não deverá vender muitos bichinhos de pelúcia nas lojas.

    Em contrapartida, os demais personagens são agradáveis, humanos, divertidos e bem construídos. As duas irmãs Lilo e Nani esbanjam química. Os alienígenas divertidos têm bons diálogos e situações cheias de humor (ainda que Pleakley se assemelhe a um primo muito próximo de Mike, o "olhudo" de Monstros S/A). Repare também como o comandante da nave senta-se à sua ponte de comando exatamente na mesma pose imortalizada pelo Capitão Kirk, de Jornada nas Estrelas. E numa das melhores sacadas do roteiro, curta as divertidas brincadeiras com o Caso Roswell e o filme Homens de Preto.

    Comandada por Garcia Jr., a dublagem brasileira também é digna de nota. Os personagens usam e abusam de sotaques regionais, as vozes fluem com simpatia e naturalidade, e a empatia com o público é imediatamente conquistada.

    Apesar da violência desnecessária das cenas iniciais, Lilo & Stitch é um grande entretenimento, uma diversão só menor à que tiveram os profissionais da Disney que passaram duas semanas no Havaí pesquisando as cores, texturas e paisagens do lugar, para que o desenho pudesse ser desenvolvido da maneira mais realista possível.

    19 de junho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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