LIMITE VERTICAL

LIMITE VERTICAL

(Vertical Limit)

2000 , 131 MIN.

12 anos

Gênero: Aventura

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Martin Campbell

    Equipe técnica

    Roteiro: Robert King, Terry Hayes

    Produção: Lloyd Phillips, Martin Campbell, Robert King

    Fotografia: David Tattersall

    Trilha Sonora: James Newton Howard

    Estúdio: Sony Pictures

    Elenco

    Alexander Siddig, Bill Paxton, Chris O'Donnell, Izabella Scorupco, Nicholas Lea, Robin Tunney, Scott Glenn

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A Nova Zelândia está com a bola toda, dentro do mercado internacional de cinema. Além do sucesso do neozelandês Russell Crowe (O Gladiador), o seu conterrâneo Mark Campbell é outro talento que também está conquistando cada vez mais espaço. Depois de dirigir grandes sucessos como A Máscara do Zorro e 007 Contra GoldenEye, Campbell assina agora a aventura Limite Vertical, que estréia neste fim de semana nos cinemas do Brasil.

    Bebendo na fonte dos filmes catástrofe dos anos 70, Limite Vertical mostra a aventura de Vaughn (Bill Paxton), um bilionário de poucos escrúpulos que não vai poupar esforços para escalar a montanha paquistanesa K2 (na verdade, as filmagens ocorreram no Monte Cook, na Nova Zelândia), tida como uma das mais perigosas do mundo. Porém, as intenções de Vaughn e de seu superequipado time de alpinistas não são meramente esportivas. A idéia é protagonizar uma grande jogada publicitária para promover uma das empresas do magnata. Fazendo parte do time está a jovem alpinista Annie (Robin Tunney, de O Fim dos Dias), irmã do fotógrafo Peter (Chris O´Donnel, de Batman e Robin), que documenta a expedição.

    Está formado o tripé: um aventureiro desonesto, uma intrépida alpinista e seu pacato irmão. Nem é preciso dizer que há uma tensão familiar no ar que precisa ser resolvida. Clichês acontecerão como avalanches.

    De qualquer maneira, a história não é o forte de Limite Vertical. A maior qualidade do filme fica por conta das impressionantes cenas de alpinismo filmadas de forma a não deixar cair o nível de adrenalina da platéia. Graças ao assessoramento de alpinistas treinados, ao domínio de câmera do diretor Campbell, aos modernos recursos de computação gráfica e, claro, a um superorçamento de US$ 75 milhões, frios no estômago não faltarão durante toda a projeção.

    Como trama, Limite Vertical deixa a desejar. Como entretenimento, é diversão garantida.

    Curiosidade final: o pé gangrenado do personagem Wick (Scott Glenn) não é efeito especial. Ele é do alpinista Mark Wetu, que perdeu os dedos tentando escalar o Everest, em 1994.

    8 de fevereiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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