LINCOLN

LINCOLN

(Lincoln)

2012 , 153 MIN.

10 anos

Gênero: Drama

Estréia: 25/01/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Spielberg

    Equipe técnica

    Roteiro: baseado na obra de Doris Kearns Goodwin, John Logan, Paul Webb, Tony Kushner

    Produção: Kathleen Kennedy, Steven Spielberg

    Fotografia: Janusz Kaminski

    Trilha Sonora: John Williams

    Estúdio: Amblin Entertainment, DreamWorks SKG, Imagine Entertainment, Parkes/MacDonald Productions, Participant Media, Reliance Entertainment, The Kennedy/ Marshall Company, Twentieth Century Fox Film Corporation

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Adam Driver, Boris McGiver, Bruce McGill, Byron Jennings, CarlosThompson, Chad Roberts, Charley Morgan, Christopher Boyer, Clarence Key, Colman Domingo, Dakin Matthews, Daniel Day-Lewis, David Costabile, David Oyelowo, David Strathairn, David Warshofsky, Drew Sease, Elijah Chester, Elizabeth Marvel, Gloria Reuben, Grainger Hines, Gregory Itzin, Gulliver McGrath, Hal Holbrook, Israel David Groveman, J. Emerson McGowan, Jackie Earle Haley, James Spader, Jared Harris, Jeremy Strong, Joe Inscoe, JohnHawkes, JohnHutton, Joseph Carlson, Joseph Cross, Joseph Gordon-Levitt, Josh Herzog, Julie White, Keith Tyree, Kellita A. Wooten, Kevin Inouye, Lee Pace, Leon Addison Brown, Leslie Rogers, Longa Bennett, MartinDew, Matthew Pabo, Michael Stanton Kennedy, Michael Stuhlbarg, Mike Shiflett, Randy Allen, Raymond H.Johnson, Richard Topol, Robert Ayers, Robert Peters, Robert Ruffin, Robert Shepherd, Rory Sullivan, Ryland Breeding, S. Epatha Merkerson, Sally Field, Skylor Williams, T. Alloy Langefeld, Thomas K. Belgrey, Tim Blake Nelson, Todd Fletcher, Tommy Lee Jones, Walt Smith, Walton Goggins, Wayne Duvall, William White

  • Crítica

    17/01/2013 19h39

    Grande campeão de indicações ao Oscar 2013 - foram 12, entre elas Melhor Filme, Melhor Diretor, Ator (Daniel Day Lewis) , Atriz Coadjuvante (Sally Field) e Ator Coadjuvante (Tommy Lee Jones), Lincoln deve sair da cerimônia com pouca coisa. Garantido mesmo só o Oscar de Day Lewis, que não interpreta, incorpora o famoso presidente americano assassinado em abril de 1865. Duvido muito que ganhe o prêmio máximo, o que, se ocorrer, será uma injustiça atroz dada a qualidade superior de alguns concorrentes. O Oscar de Direção Spielberg não leva tampouco.

    Lincoln não é um grande filme sobre um grande personagem. É um filme comum centrado nos últimos quatro meses de vida do 16º presidente dos Estados Unidos, que entrou para a história, entre outros motivos, por ter sido o articulador da emenda constitucional que acabou com a escravidão naquele país e, de tabela, pois fim à Guerra Civil que matou mais de 750 mil americanos – para se ter uma ideia, o número de baixas somadas em todas as guerras enfrentadas pelo país contra inimigos externos não chega nem perto disso.

    A produção faz uma ambientação elogiável tanto do momento político quanto da América do século 19 – a direção de arte é impecável. Com uma vitória esmagadora nas eleições de 1864, Lincoln estava no auge de sua popularidade quando resolveu mexer num vespeiro: propor uma emenda à Constituição que poria fim à escravidão. Spielberg concentra seu longa nos bastidores deste embate político que mudou a história americana e revela o lado idealista do presidente, mas também o pragmatismo que o levou a comprar votos de oposicionistas oferecendo-lhes empregos públicos de prestígio. Em outro momento crucial, o presidente, podendo dar fim imediato à Guerra da Secessão, resolve estendê-la por mais dias para alcançar seus propósitos.

    Neste ponto o filme tem o mérito de humanizar a figura de Lincoln, exibindo uma realidade pouco comum em filmes que tratam de grandes nomes da história. E a verdade é que muitos deles sujaram as mãos em nome de seus ideais, adotando a política dos "fins a justificar os meios". Vemos isso nas atitudes do presidente e no jogo de interesses dentro da câmara. Paralelamente, conhecemos um pouco do dia a dia do homem Lincoln, sua relação com a mulher (Sally Field) e com os filhos, o mais velho interpretado por Joseph Gordon-Levitt.

    O Spielberg que conhecemos – para o bem ou para o mal - está bem diferente neste filme. Há excessos de personagens e muito blablablá político em salas escuras imersas em fumaça de charutos. Isso a certa altura cansa o espectador. O diretor fugiu do sentimentalismo exacerbado, evitou seus contumazes excessos de close-ups e acertou a mão ao retratar o famoso assassinato do presidente sem reviver a cena tão batida.

    Por outro lado, Spielberg tentando não ser Spielberg cobrou seu preço. Lincoln tem conversa em demasia, é conciso demais para abarcar o grande número de personagens e situações e termina por não levar à tela a grandiosidade do momento retratado. As boas interpretações – entre as quais merecem ser destacadas também as de Tommy Lee Jones e de James Spader – mantêm a força do filme que perdeu a chance de ser uma obra grandiosa porque seu diretor resolveu deixar de ser ele mesmo.


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