LINHA DE AÇÃO

LINHA DE AÇÃO

(Broken City)

2012 , 103 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 15/03/2013

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Allen Hughes

    Equipe técnica

    Roteiro: Brian Tucker

    Produção: Allen Hughes, George Furla, Mark Wahlberg, Randall Emmett, Stephen Levinson, Teddy Schwarzman

    Fotografia: Ben Seresin

    Estúdio: 1984 Private Defense Contractors, Black Bear Pictures, Emmett/ Furla Films, Envision Entertainment Corporation, New Regency Pictures, Sakonnet Capital Partners, Valentina Films

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adrienne Esteen, Alex Kruz, Alona Tal, Ambyr Childers, Andrea Frankle, Andy Sims, Barry Pepper, Benjamin Kanes, Benton Greene, Brittney Alger, Catherine Kim Poon, Catherine Zeta-Jones, Chance Kelly, Chelsea Bruland, Christopher Reeves, Cynthia LeBlanc, D'Arcy Allen, Dana Michelle Gourrier, Douglas Wilcox II, Elton LeBlanc, Fernandez Osvaldo, Frank Fortunato, Fred Tolliver Jr., Greg Sproles, Gregory Jbara, Griffin Dunne, Han Soto, Heather Robbins, Jaime Wallace, James Ransone, James Rawlings, James Ricker II, James Wilcox, Jeffrey Wright, Jessica Poumaroux, John L. Armijo, John Santiago, Joseph Meissner, Judd Lormand, Justin Chambers, Kaitlin Hoychick, Kasey Emas, Kyle Chandler, Leslie Hippensteel, Lindsey G. Smith, Lydia Hull, Marcia M. Francis, Mark Wahlberg, Michael Beach, Naeem Uzimann, Natalie Martinez, Olan Montgomery, Reynaldo Piniella, Rhonda Floyd Aguillard, Ric Reitz, Robert Larriviere, Russell Crowe, Russell M. Haeuser, Ryan Martin Dwyer, Sharon Angela, Shindo Ki Rodriguez, Solima Arnold, Stephen T. Johnson, Tery Wyble, Tim Beckstrom, Tom Cain, Tony Bentley, Tony Costa, Veronica Berry, William Ragsdale, Z. Dieterich

  • Crítica

    11/03/2013 16h00

    O título para o Brasil deste thriller é um equívoco e pouco ou nada diz sobre seu enredo. Pode, inclusive, induzir o espectador ao erro de acreditar tratar-se de um filme de ação, o que definitivamente não é. Originalmente intitulado Broken City, o longa fala de corrupção política e policial na cidade de Nova York. A trama de revelações fúteis e personagens genéricos e sem ambiguidade enfraquece este filme que taxia, taxia, mas nunca decola de fato.

    O herói do longa é Billy Taggart (Mark Wahlberg), ex-policial com uma mancha em seu passado, acontecimento que o levou a largar a policia e virar detetive particular. Os negócios não vão muito bem e muitos de seus clientes se recusam a pagar suas dívidas. É quando recebe uma ligação do prefeito (Russel Crowe) contratando-o para um serviço: descobrir o suposto amante de sua mulher (Catherine Zeta-Jones). O político está, aparentemente, menos preocupado com traição da esposa e mais temeroso do quanto a descoberta do caso extra-conjugal possa afetar suas chances de se reeleger. O trabalho parece fácil e a recompensa é alta: US$ 50 mil.

    O roteiro do estreante Brian Tucker pontua a vida de Taggart com mais uns elementos acessórios. Ele tem uma namorada por quem deixou de beber e uma irmã que trabalha como secretária em seu escritório. Personagens acessórios e supérfluos, que nada acrescentam e que pouca importância têm para a trama. A cena em que Taggart assiste ao filme de estreia de sua mulher - atriz em início de carreira – e, posteriormente, explode de ciúmes incomodado com as cenas de sexo que a amada protagoniza é desnecessária e só serve como artifício para eliminar a personagem da trama.

    Essa conveniência nos acontecimentos permeia todo o roteiro de Tucker, o que tira muito da naturalidade e credibilidade da história. As técnicas pueris de investigação de Taggart também não ajudam a nos convencer de que foi um investigador da polícia um dia. Ele está sempre à vista de seus investigados (chegando inclusive a bater papo com um deles). Sua câmera parece desprovida de zoom, pois só assim para explicar a proximidade que precisa estar das pessoas para clicá-las. Qualquer detetive pé-de-chinelo, desses que vemos anunciar seus serviços nos classificados, faria melhor.

    É claro que a investigação solicitada pelo prefeito tem outros propósitos que vão além da preocupação com a campanha. Tudo gira em torno de uma conspiração milionária que envolve a venda de um conjunto habitacional público. Mais isso não é novidade para o espectador, pois a tramoia já havia sido explicitada anteriormente por seu adversário político, interpretado por Barry Pepper – mais um personagem sem essência a serviço do desenvolvimento capenga do enredo.

    Este é o grande problema de Linha de Ação: seu roteirista usa os personagens para justificar os acontecimentos da trama e não como agentes desenvolvedores desta. Os detalhes são instáveis, as motivações dos personagens, confusas. Prova disso é a atitude altruísta de Taggart ao final do filme. Não há nada ao longo da história que nos convença de que seria capaz de tal sacrifício.


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus