LISBELA E O PRISIONEIRO

LISBELA E O PRISIONEIRO

(Lisbela e o Prisioneiro)

2003 , 110 MIN.

anos

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Guel Arraes

    Equipe técnica

    Roteiro: Guel Arraes, Jorge Furtado, Pedro Cardoso

    Produção: Paula Lavigne

    Fotografia: Ulrich Burtin

    Trilha Sonora: André Moraes, João Falcão

    Estúdio: Natasha Filmes

    Elenco

    André Mattos, Bruno Garcia, Débora Falabella, Marco Nanini, Selton Mello, Tadeu Mello, Virginia Cavendish

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quando resolveu transpor a série televisiva O Auto da Compadecida para as telas de cinema, Guel Arraes fez uma aposta que muitos consideravam fadada ao fracasso. Quem, afinal, poderia imaginar que uma minissérie vista por milhões de brasileiros pela TV, depois de editada, levaria mais alguns milhões para as salas de cinema? Arraes acreditou e o resultado é bem conhecido de todos: mais de 2 milhões de espectadores e uma renda bruta superior a R$ 10 milhões. Iniciativa tão bem-sucedida deu ao diretor carta branca para o lançamento da versão compilada de outra série, Caramuru - A Invenção do Brasil, que não obteve o mesmo êxito da anterior, mas também não encontrou dificuldades em cobrir os custos de adaptação. Agora, Arraes leva às telas o misto de farsa e comédia romântica Lisbela e o Prisioneiro.

    O filme é baseado em peça de Osman Lins e também foi exibido na TV na forma de especial pela rede Globo. A diferença, desta vez, é que não houve apenas uma reedição do produto televisivo para o cinema. Guel Arraes fez realmente um filme, o seu primeiro por assim dizer.

    A idéia de levar a história para as telas partiu da atriz Virginia Cavendish, mulher do diretor, e da produtora Paula Lavigne na época em que corriam o País com a versão teatral de Lisbela e o Prisioneiro. "Durante as exibições, vi que a peça tinha um apelo popular muito grande, que o público se identificava muito com a história. Daí, eu a Virginia convencemos o Guel a fazer o filme", diz Paula Lavigne, que faz sua estréia como produtora de cinema.

    Guel Arraes e Paula fizeram questão de frisar que a idéia era fazer um filme de apelo popular. Inclusive, para evitar riscos, eles importaram da TV os conhecidos testes de exibição prévios, nos quais uma audiência selecionada assiste a uma versão não-finalizada da obra e expõe suas impressões. Arraes, no entanto, deixou claro que em nenhum momento o resultado do teste o faria alterar drasticamente seu trabalho. "Na verdade, o grande teste se dá na produção do roteiro e nos ensaios. Esse tipo de pesquisa a gente faz para ver se encontrou o caminho certo. Isso ajuda a construir o nosso espectador ao longo do filme", diz.

    Conquistar espectadores de classes diversas não será um desafio para Lisbela e o Prisioneiro. O filme é divertimento sem pretensões, leve e bem-realizado. O roteiro escrito por Guel Arraes em parceria com Jorge Furtado e Pedro Cardoso não arrisca nem inova, é funcional na medida do necessário. O elenco de talentos conhecidos do público brasileiro, como Selton Mello, Débora Falabella e Marco Nanini, dá conta do recado sem ter de fazer força. Para completar, uma trilha sonora popular e bem casada com a trama, que inclui canções como "A Dança das Borboletas", numa versão hard gravada por Zé Ramalho e o grupo Sepultura; "Espumas ao Vento", com arranjo flamenco e na voz de Elza Soares; "Oh, Carol", num dueto entre Caetano Veloso e Jorge Mautner, entre outras.

    Em suma, Lisbela e o Prisioneiro derruba a máxima - muito em volga nos dias de hoje - de que um produto popular tem de ser necessariamente ruim.

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