LOLA (2012)

LOLA (2012)

(LOL (Laughing Out Loud))

2012 , 97 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 10/08/2012

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Lisa Azuelos

    Equipe técnica

    Roteiro: Lisa Azuelos

    Produção: Michael Shamberg, Stacey Sher, Tish Cyrus

    Fotografia: Kieran McGuigan

    Trilha Sonora: Rob Simonsen

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adam G. Sevani, Armon York Williams, Ashley Greene, Ashley Hinshaw, Austin Nichols, Barbara Szeman, Brady Tutton, Bridget M. Brown, Chameria Law, Chris Petoyan, Delphine pontvieux, Demi Moore, Don Kress, Douglas Booth, Ewan Bourne, Fisher Stevens, George Finn, Gina Gershon, Jay Hernandez, Jean-Luc Bilodeau, Joey Segars, Lina Esco, Madelyn Lasky, Mark Bonto, Marlo Thomas, Michelle Burke, Miley Cyrus, Nora Dunn, Sam Derence, Tanz Watson, Thomas Jane

  • Crítica

    05/08/2012 15h00

    Num passado não muito distante, a ideia de fazer uma refilmagem era justificada assim: levar às novas gerações um grande filme de décadas atrás com roupagem e elenco atualizados. Há quem discorde da iniciativa e remakes infelizes como o de Psicose servem para dar argumentos aos detratores do cinema de repetição.

    Hoje esse conceito mudou. A moda agora em Hollywood é fazer refilmagens de longas europeus ou asiáticos de sucesso, mesmo que estes tenham sido lançados há pouco tempo. Foi assim com o sueco Os Homens que não Amavam as Mulheres - cuja versão americana foi lançada no Brasil como o título de Millennium - Os Homens que não Amavam as Mulheres - e o francês Pura Adrenalina, que a Warner comprou os direitos para uma refilmagem antes mesmo do filme estrear na França.

    O replay da vez é Lola, versão norte-americana do francês LOL, lançado no país em 2009 com o título de Rindo à Toa. A diferença aqui é que a roteirista e diretora do original, Lisa Azuelos, ficou com o comando do novo filme, que tem a estrela teen Miley Cyrus e a veterana Demmi Moore nos papéis principais – no longa matriz as protagonistas foram interpretadas por Christa Teret e Sophie Marceau.

    Miley Cyrus é a Lola do título, uma jovem estudante de Chicago que vive uma relação simbiótica com seu smartphone, do tipo disposta a ser açoitada em praça pública desde que não lhe impeçam de acessar o Facebook, Twitter e YouTube. Como toda adolescente, tem de lidar com grandes dilemas do universo (do seu universo) como primeiro amor, primeira traição, a paixão pelo melhor amigo, drogas, a descoberta do sexo, boletins escolares, etc. Mas ela tem certa vantagem sobre os amigos: a mãe divorciada, Anne (Demmi Moore), que, a não ser pelas notas baixas, não pega muito em seu pé. Isso, claro, até Lola promover uma festança em casa na ausência da mãe e esta descobrir por acidente seu diário. Daí em diante o relacionamento mãe-filha é posto à prova e, também a partir daí (ou até mesmo antes), você pode prever tudo o que vai acontecer até o final.

    Nem vou me ater a problemas como excessos de clichês de todo tipo, superficialidade dos personagens, histórias paralelas sem conclusão ou razão de ser, afinal, a ideia era fazer uma comédia leve sobre um grupo de adolescentes, nada mais. O problema é que Cyrus e Moore não convencem como mãe e filha e funcionam mal na tela. Moore não vive um bom momento em sua vida pessoal e isso parece estar refletindo na carreira. A Anne do filme certamente é um de seus piores trabalhos. E Cyrus, definitivamente, precisa estudar muito se um dia quiser ser chamada de atriz.

    Não se trata de um filme sobre, mas para adolescentes – se for adulto, fuja. Uma mãe bem intencionada, disposta a assistir ao longa no intuito de entender melhor a chamada geração Z, sairá do cinema tão sem respostas como entrou. Talvez um pouco mais desesperada. Com sua abordagem sobre sexo e drogas aparentemente mais aberta do que se costuma ver em filmes adolescentes americanos, Lola parece, em alguns momentos, ser diferente. Só aparências. Ao final, chega-se à conclusão que nada mais é que uma pobre tentativa de atrevimento. Talvez as meninas na faixa de idade da protagonista curtam enquanto twittam da sala de cinema.


Deixe seu comentário
comments powered by Disqus