LOOPER - ASSASSINOS DO FUTURO

LOOPER - ASSASSINOS DO FUTURO

(Looper)

2012 , 118 MIN.

16 anos

Gênero: Ação

Estréia: 28/09/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rian Johnson

    Equipe técnica

    Roteiro: Rian Johnson

    Produção: James D. Stern, Ram Bergman

    Fotografia: Steve Yedlin

    Trilha Sonora: Nathan Johnson

    Estúdio: DMG Entertainment, Endgame Entertainment, FilmDistrict, Ram Bergman Productions

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Adam Boyer, Amy Le, Avon Maser, B.J. Parker, Brett Beoubay, Brian Oerly, Brittany Holt, Bruce Willis, Cameron M. Brown, Cynthia LeBlanc, D.J. Mills, Darren Sumner, David Jensen, David Joseph Martinez, Dikran Tulaine, Elton LeBlanc, Emily Blunt, Emily D. Haley, Frank Brennan, Garret Dillahunt, Garrett Allain, Gene Kevin Hames Jr., Han Soto, Haylie Creppel, Ian Patrick, Jaanika Kaarpalu, James Hébert, James Lesley Taylor, James Rawlings, Jared DePasquale, Jay Amor, Jeff Chase, Jeff Daniels, Jeff Pope, John T. Wilson Jr., Joseph Gordon-Levitt, Josh Perry, Kamden Beauchamp, Kristyl Dawn Tift, Lauren Thomas, Logan Douglas Smith, Malik Peters, Mark Jr. Tubre, Michael Wozniak, MichelleTorres, Mike Wilson, Miles Marmolejo, Nick Gomez, Noah Segan, Paul Dano, Pierce Gagnon, Piper Perabo, Qing Xu, Rhonda Floyd Aguillard, Ritchie Montgomery, Robert Hotalen, Sam Medina, Sean Reynolds, Stacey Nevills, Suzanne Severio, Sylvia Jefferies, Tom Sicola Kevin Stillwell, Tracie Thoms, TyParker Schuette, Wayne Douglas Morgan

  • Crítica

    27/09/2012 16h29

    As ficções científicas têm público cativo e Hollywood investe todo ano em várias produções do gênero para faturar em cima de quem vive o presente imaginando o futuro. Taí uma turma que sofre. Não por falta de filmes, mas pelo número de bobagens onde a lacuna deixada pela falta de estofo narrativo é preenchida por efeitos especiais pomposos.

    Vez ou outra surge algo com substância e acima da média. Este é o caso de Looper - Assassinos do Futuro, filme ambientado em 2044 com Joseph Gordon-Levitt (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge) e Bruce Willis nos papéis principais.

    Neste futuro imaginado pelo diretor e roteirista Rian Johnson (Vigaristas), a máquina do tempo ainda não foi inventada, mas será algumas décadas à frente. É de lá que organizações criminosas - as únicas que utilizam o equipamento proibido - enviam seus desafetos para serem assassinados em 2044. A ideia é que os vestígios de suas existências desapareçam do futuro, onde se livrar de um corpo é praticamente impossível.

    Os assassinos responsáveis por dar cabo dos infelizes vindos do futuro são chamado de loopers. Seu trabalho é relativamente fácil: em dia e hora marcados eles aguardam suas vítimas chegarem da viagem temporal. Eles vêm sempre amarrados, com capuz na cabeça e barras de prata e ouro amarrados ao corpo – o pagamento pelo serviço vem junto com a vítima. Assim que surgem, os loopers disparam uma espécie de escopeta, matam o condenado e somem com o corpo da vítima.

    Essa é a rotina de Joe (Gordon-Levitt), que sabe que um dia terá de eliminar a si mesmo 30 anos mais velho – espécie de queima de arquivo exigida pelos chefões. Neste ponto o filme abre espaço a algumas reflexões filosóficas interessantes, como o apego ao presente em detrimento do futuro. Um looper sabe que só terá mais 30 anos de vida, que será ele mesmo o responsável por sua morte, mas ignora isso por uma garantia de presente mais confortável.

    E conforto parece ser um luxo de poucos nos Estados Unidos de 2044. A boa ambientação retrata um país caótico e em decadência onde a mendicância se tornou endêmica e milhares de pessoas vivem nas ruas. Joe era um menino nessa situação quando foi recrutado por Abe (Jeff Daniels, de Debi & Loide - Dois Idiotas em Apuros), enviado pelos chefões do futuro para recrutar os loopers. Ele não pensa em abandonar a vida de regalias que conquistou, por isso não hesita em realizar bem seu trabalho.

    Tudo vai bem até ele ter de liquidar a versão 30 anos mais velha de si mesmo, interpretada por Bruce Willis. A hesitação diante de uma surpresa o faz hesitar em apertar o gatilho, o que dá a Joe de 2070 a oportunidade escapar. Isso, naturalmente, não pode acontecer pelo risco de mudar o curso natural das coisas. Assim, uma caçada tem início para se eliminar o Joe do presente e do futuro. O problema é que ambos têm objetivos bem diferentes, apesar de serem a mesma pessoa.

    Com esse argumento o filme trata de maneira inteligente temas já bem explorados no cinema, como a velha questão: "Nosso futuro estaria pré-determinado ou seríamos capazes de mudar seu curso?" As respostas vêm com o desenrolar da história de Joe e também de um menino com poderes telecinéticos que, hipoteticamente, se tornará um tirano sanguinário em 2070.

    Em Looper somos conduzidos por uma narrativa envolvente e bem ambientada repleta de personagens complexos e dúbios o suficiente para ficarmos sem saber por quem torcer. Há um lapso de roteiro aqui e ali e algumas explicações um tanto confusas, mas isso não desmerece essa ficção científica inventiva, pouco previsível e distante da banalidade modernosa que grassa nos filmes do gênero.


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