LOPE

LOPE

(Lope)

2010 ,

Gênero: Drama

Estréia: 04/03/2011

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Andrucha Waddington

    Equipe técnica

    Roteiro: Ignacio del Moral, Jordi Gasull

    Produção: Andrucha Waddington, Edmon Roch, Jordi Gasull, Mercedes Gamero, Radeo Villalba hijo, Teddy Villalba

    Fotografia: Ricardo Della Rosa

    Trilha Sonora: Fernando Velázquez

    Estúdio: Antena 3 Televisión, Conspiração Filmes, El Toro Pictures, Ikiru Films

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Alberto Ammann, Alfonso Torregrosa, Antoine Moussa, Antonio de la Torre, Antonio Dechent, Arantxa Zambrano, Canco Rodríguez, Carla Nieto, César Vea, Dacio Díaz, Daniel Román, Eugenio Uñón, Félix Cubero, Fernando Sansegundo, Fran De Paula, Francisco Montejano, Héctor Colomé, Ignacio del Moral, Javier Aguirre, Joaquín Notario, Jon Bermúdez, Jon Koldo Vázquez, Jordi Dauder, Juan Alberto Pérez, Juan Diego, Juan Portillo, Julián López Montero, Karina Moscol, Leonor Watling, Lucas Trapaza, Luís Tosar, María Jesús Hoyos, Mariano Venancio, Marina Salas, Mario Zorrilla, Miguel Ángel Muñoz, Paco Ferrer, Paco Luque, Pere Brasó, Pilar López de Ayala, Pilar Perán, Puchi Lagarde, Ramon Pujol, Rodrigo García, Sara Jiménez, Sebastián Fernández, Selton Mello, Silvia Casanova, Sonia Braga, Tomás del Estal, Yolanda Granado

  • Crítica

    03/03/2011 16h24

    Tem estilo e jeitão de superprodução americana. Grandiloquente, pomposa, tecnicamente caprichídassima. Porém, surpresa: trata-se de uma coprodução hispano-brasileira, com direção de Andrucha Waddington, o mesmo de Eu, Tu, Eles.

    O roteiro dos espanhois Jordi Gasull e Ignacio del Moral (roteirista também do ótimo Segunda Feira ao Sol) romantiza parte da vida do dramaturgo e poeta espanhol Félix Lope de Vega (vivido pelo argentino Alberto Ammann). Considerado o fundador da comédia espanhola, Lope de Vega é reconhecidamente um dos mais prolíficos autores da literatura mundial: sua obra acumula mais de 400 comédias, 42 autos, e incontáveis poemas, romances e livros. Nascido em 1562 e morto em 1635, foi contemporâneo (e, dizem, desafeto) de Miguel de Cervantes (1547-1616), o famoso autor de Don Quixote.

    O filme de Andrucha não se propõe a ser uma cinebiografia completa do personagem, o que certamente nem caberia num único longa, e prefere se centrar num Lope jovem, irascível, explosivo e apaixonado. Por mulheres e pelo teatro. Mesmo porque nada melhor que uma boa carga de juventude e rebeldia para fazer explodir nas telas uma trama repleta de paixão e regada com os mais típicos rompantes passionais latinos. Ao retratar um protagonista impulsivo e arrebatador, o filme coerentemente se apoia numa estética igualmente impulsiva e arrebatadora. Da vibrante trilha sonora de Fernando Velázquez (de O Orfanato) à fotografia esmerada de Fernando Della Rosa (de Casa de Areia e Olga), passando por algumas das mais fotogênicas locações da Espanha.

    Tudo é feito para encher os olhos e os ouvidos por meio de um personagem libertário desafiador das convenções sociais e religiosas de seu tempo.

    Folhetinesco? Talvez. Mas emocionante e delicioso de ser visto.

    Lope foi indicado a sete Goya, a mais importante premiação cinematográfica da Espanha, e levou dois: melhor canção original (“Que el Soneto Nos Tome por Sorpresa” do uruguaio Jorge Drexler) e melhor figurino.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus