Pôster de Lovelace

LOVELACE

(Lovelace)

2013 , 93 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 13/09/2013

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jeffrey Friedman, Rob Epstein

    Equipe técnica

    Roteiro: Andy Bellin, Merritt Johnson

    Produção: Heidi Jo Markel, Jason Weinberg, Jim Young, Laura Rister

    Fotografia: Eric Alan Edwards

    Trilha Sonora: Steven Trask

    Estúdio: Animus Films, Eclectic Pictures, Millennium Films, Untitled Entertainment

    Montador: Matt Landon, Robert Dalva

    Distribuidora: Paris Filmes

    Elenco

    Adam Brody, Amanda Seyfried, Bobby Cannavale, Chloë Sevigny, Chris Noth, Eric Roberts, Hank Azaria, James Franco, Juno Temple, Nicole Andrews, Peter Sarsgaard, Robert Patrick, Sharon Stone, Wes Bentley

  • Crítica

    13/09/2013 10h00

    Em uma passagem do novo longa Lovelace, entrecortado pela reconstituição de programas de TV dos anos 70, um apresentador profere a comparação peculiar entre gêneros cinematográficos: "Garganta Profunda é praticamente ...e O Vento Levou da indústria pornográfica". Seria Linda Lovelace uma Scarlett O'hara? Não chega a tanto.

    Jeffrey Friedman e Rob Epstein (Uivo) repetem a parceria na direção para contar a história do icônico filme pornô e de sua protagonista, a qual ganha vida nos traços da angelical Amanda Seyfried (Os Miseráveis). A atriz conseguiu incorporar bem o papel, em parte por transmitir naturalmente certa candura.

    Reza a lenda que Lovelace era a inocência em pessoa até adentrar o mundo do entretenimento adulto levada por seu marido Chuck Traynor. A interpretação de Peter Sarsgaard (Lanterna Verde), variando entre a amabilidade e a cólera, deu o tom certo ao personagem oportunista. Outra atuação de destaque fica por conta da praticamente irreconhecível Sharon Stone no papel de mãe beata.

    O longa mantém foco nos 17 dias dentro dos sets de filmagem de Garganta Profunda que repercutiriam por toda a vida de Linda. A fotografia de tonalidade sépia junto a uma reconstituição de época bem feita ambientam de forma eficiente a década do flower power.

    Escrito por Andy Bellin e Merritt Johnson, Lovelace tem um roteiro bem desenvolvido e surpreende na medida de seu desenlace. Até a metade da trama, mostra-se a aparência sedutora da fama repentina. Na segunda parte, os bastidores vêm à tona a partir da primeira perspectiva, num movimento circular em torno de determinadas passagens.

    Uma delas mostra o que realmente se passa no quarto onde Linda e Chuck estão durante uma festa. Para os convidados, o barulho denota diversão. Mas os fatos não fazem juz à essa ideia.

    O longa tem lá seu clichês e não se mantém empolgante o tempo todo, mas vale ser visto pela forma interessante de desenvolvimento da narrativa e estética notável ao contar uma boa história. Além disso, foi criativo para desviar de cenas de sexo explícito que não fariam tanto sentido no drama.

    A questão intrínseca a Lovelace é a libertação sexual feminina. Nesse movimento, a mulher livre e a mulher objeto se confundiram muitas vezes aos olhos de ambos os sexos. Linda jogou luz ao debate pela forma mais difícil: sendo usada. Se era tão inocente quanto o filme mostra, já é outra história.

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