LUGARES COMUNS

LUGARES COMUNS

(Lugares Comunes)

2002 , 110 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Adolfo Aristarain

    Equipe técnica

    Roteiro: Adolfo Aristarain, Kathy Saavedra

    Produção: Adolfo Aristarain, Gerardo Herrero

    Fotografia: Porfírio Enríquez

    Estúdio: Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA), Tornasol Films S.A

    Elenco

    Arturo Puig, Carlos Santamaría, Federico Luppi, María Fiorentino, Mercedes Sampietro, Valentina Bassi

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Há alguns anos, a crise econômica vem tomando conta de nossos vizinhos argentinos. Este tema esteve presente em uma série de produções do país, como o ótimo Nove Rainhas (2000), grande sucesso também nos cinemas brasileiros. Mas a comparação entre esta produção e Lugares Comuns, que chega com dois anos de atraso no Brasil, pára por aqui. A tal crise econômica argentina é somente o pano de fundo para um sensível drama familiar.

    Fernando (Federico Luppi) é um professor que ensina Literatura em uma universidade em Buenos Aires. Ele é casado com Lili (Mercedes Sampietro), uma assistente social que acompanha de perto as conseqüências da crise no país. O dia-a-dia do casal vira de cabeça para baixo quando Fernando é obrigado, pelo novo diretor da instituição onde trabalha, a se aposentar. Para ele, aquilo significa o fim de sua vida social, a chave de entrada para a velhice. Fernando começa a entrar em crise: se sente um inútil. Mas, aos poucos, começa a admitir que realmente aquela é a hora de descansar. Depois de visitar seu filho Pedro (Carlos Santamaría) na Espanha, resolve vender seu apartamento no centro da cidade para viver com sua mulher em uma fazenda.

    Mais do que abordar a crise econômica de um país, Lugares Comuns é um belo filme sobre a velhice e a forma que as pessoas encontram para encarar, ou mesmo lutar contra, sua chegada e, conseqüentemente, da morte. De forma extremamente sensível e perspicaz, o diretor Adolfo Aristarain ainda trata do amor, levantando a bandeira de que ele pode, sim, ser eterno, apesar da efemeridade do mundo moderno.

    Lugares Comuns emociona e mostra que o cinema ainda existe para isso, sem, no entanto, precisar ser piegas demais. Basta ter sensibilidade, e isso este filme tem na medida.

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