LUZES DO ALÉM

LUZES DO ALÉM

(White Noise 2: The Light)

2007 , 99 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 27/07/2007

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Patrick Lussier

    Equipe técnica

    Roteiro: Matt Venne

    Produção: Shawn Williamson

    Fotografia: Brian Pearson

    Trilha Sonora: Brian Pearson

    Estúdio: Gold Circle Films

    Elenco

    Adrian Holmes, Craig Fairbrass, D. Harlan Cutshall, Ed Anders, Erika-Shaye Gair, Joshua Ballard, Katee Sackhoff, Kendall Cross, Nathan Fillion, Tammy Gillis, Tom Elkins

  • Crítica

    27/07/2007 00h00

    O terror Luzes do Além, seqüência de Vozes do Além (2004), por incrível que pareça, faz com que o seu antecessor se assemelhe a uma obra-prima do gênero. O enredo não convence, fazendo com que o público se desligue do contexto do filme.

    Nathan Fillion (Seres Rastejantes) interpreta Abe Dale, um empresário bem-sucedido com uma família encantadora, ou seja, com uma vida de dar inveja a qualquer um. No dia de seu aniversário de casamento, enquanto toma café da manhã em um restaurante, sua esposa e filho começam a agir de forma bizarra quando um estranho entra e atira em ambos, pede desculpas a Dale e se mata, sem nenhuma razão aparente. Como não poderia ser diferente, Dale fica completamente transtornado e tenta o suicídio, mas é malsucedido. Ao ser ressuscitado após ter a morte clínica declarada - fenômeno denominado por médicos como Experiência de Quase-Morte (EQM) -, percebe que pode prever quando uma pessoa irá morrer por meio de luzes que envolvem as mesmas. A partir daí, Dale acredita ter um dom para salvá-las e passa grande parte do seu tempo seguindo pistas dessas futuras vítimas. Porém, o que ele nem imagina é que isso trará graves conseqüências.

    Inicialmente, a história parece seguir a mesma linha do longa anterior, que aborda pesquisas de comunicação com espíritos por meio de equipamentos eletrônicos (como televisão e rádio), conhecido como FVE (Fenômeno de Voz Eletrônica). Porém, com o decorrer do filme, o roteiro segue por um caminho ficcional demais, abusando da liberdade de criação desfrutado pelo mundo do cinema. Nada contra filmes de terror que abordam o inexistente, como zumbis, vampiros, seres mitológicos, entre outras criaturas que teimam em voltar do reino dos mortos; pelo contrário, são quase sempre os mais criativos e interessantes. No entanto, estes não tentam dar um toque verídico à trama por meio de estatísticas e dados científicos de empresas idôneas, como é o caso de Luzes do Além.

    A culpa de Luzes do Além ser totalmente inverossímil não é somente do enredo, mas também da direção confusa de Patrick Lussier (Drácula 2000), que resolveu trazer elementos de vários gêneros, praticamente uma mistura de Superman com Duro de Matar, Ghost - Do Outro Lado da Vida e os diversos filmes orientais sobre espíritos. Nesta produção, o protagonista só falta usar uma capa e voar. Por isso, se não fossem os sustos previsíveis e os espíritos deformados, acharíamos que se trata de um filme de super-heróis.

    Mesmo assim, o apelo do argumento de Luzes do Além junto ao público mais jovem, principalmente os fãs da paranormalidade, é forte. O espectador não deve assistir a este filme esperando encontrar uma seqüência direta de Vozes do Além, mas sim uma produção diferenciada que pega embalo em um tema que aguça a curiosidade do ser humano.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus