MADAGASCAR

MADAGASCAR

(Madagascar)

2005 , 86 MIN.

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Eric Darnell, Tom McGrath

    Equipe técnica

    Roteiro: Billy Frolick, Mark Burton

    Produção: Mireille Soria, Teresa Cheng

    Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams

    Estúdio: DreamWorks SKG

    Elenco

    Ben Stiller, Chris Rock, David Schwimmer, Jada Pinkett Smith

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Acho que um grande problema na animação O Espanta Tubarões (2003) - talvez o único e fatal - é a inconsistência de roteiro. Há muito brilho, cor e movimento, mas a história não é das melhores. Mesmo problema pode ser detectado em Madagascar. A nova produção dos estúdios Dreamworks - também responsável por O Espanta Tubarões - peca nos mesmos pontos, trazendo uma diversão colorida, porém vazia.

    No zoológico nova-iorquino do Central Park, o leão Alex (voz de Ben Stiller na versão original), a zebra Marty (voz de Chris Rock na versão original), a girafa Melman (voz de David Schwimmer na versão original) e o hipopótamo Glória (voz de Jada Pinkett Smith na versão original e de Heloísa Perissé na brasileira) são as estrelas do lugar. Em seu aniversário, Marty começa a pensar sobre a vida lá fora, especialmente depois de bater um papinho com um divertido trio de pingüins que acredita piamente em uma conspiração. Será que em seu habitat natural existe mais diversão? Para Alex, essas idéias da zebra são malucas. O leão não consegue imaginar vida melhor da que vive sendo o principal astro do zôo. Afinal, ser o destaque entre os visitantes é tudo que este vaidoso rei do zoológico sempre quis. Melman também não concorda muito com as idéias de Marty por outros motivos: hipocondríaca, a girafa não quer abandonar seu plano de saúde de jeito nenhum.

    Mas, quando um dos animais foge de sua gaiola para dar uma voltinha em Nova York, os outros três procuram o companheiro perdido. A situação funciona como um alerta às autoridades, que mandam os animais selvagens para a natureza. Eles acabam parando em um navio a caminho de Madagascar, na África. Sem os bifes, frutas e paparicos dos funcionários do zoológico e dos próprios turistas, eles têm algumas dificuldades. Tanta areia causa estranhamento aos nossos heróis. Até que conhecem uma tribo de lêmures - animais típicos desta ilha -, liderados pelo vaidoso Rei Julian, que parece ter assumido o papel do leão, conhecido como o rei das selvas. Passada a estranheza com a chegada desses visitantes, os animados lêmures começam a ver o grupo como um aliado contra seus principais predadores, as fossas. Enquanto isso, Alex deve lutar contra seus instintos. Afinal, no zoológico ele nunca precisou caçar. Por isso, não aprendeu e sente falta de seus suculentos bifes. Dessa forma, ele deve se controlar para não cair de boca nas carnes dos próprios amigos. Além disso, temos os divertidos pingüins paranóicos - os melhores personagens da animação, lamentavelmente pouco explorados - seqüestrando o navio no qual embarcaram.

    Esta animação digital é muito bem desenhada, tem cores vivas e seus traços são caricaturais, remetendo a animações mais antigas. A versão original - que entra somente em 30 cópias contra as 450 dubladas que chegam nos cinemas brasileiros - me parece ser mais atraente por conta do time de astros que participam da dublagem, mas não tenho certeza porque vi a cópia dublada. De qualquer forma, tenho certeza que não seria essa a salvação do longa-metragem.

    Fica aqui a dica para o pessoal da DreamWorks: não se esqueçam do roteiro, pois não adianta nada fazer uma animação de boa qualidade técnica quando não se tem um roteiro, nem mesmo um final decente. Enquanto isso, esperamos que, nessa verdadeira briga entre os estúdios de animação norte-americanos concorrentes, a balança se equilibre. Para nosso próprio bem.

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