MAGGIE - A TRANSFORMAÇÃO

MAGGIE - A TRANSFORMAÇÃO

(Maggie)

2015 , 95 MIN.

Gênero: Terror

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Henry Hobson

    Equipe técnica

    Roteiro: John Scott III

    Produção: Arnold Schwarzenegger, Colin Bates, Joey Tufaro, Matthew Baer, Pierre-Ange Le Pogam, Trevor Kaufman

    Fotografia: Lukas Ettlin

    Trilha Sonora: David Wingo

    Estúdio: Gold Star Films, Lotus Entertainment, Matt Baer Films, Silver Reel, Sly Predator

    Montador: Jane Rizzo

    Distribuidora: H2O Filmes

    Elenco

    Abigail Breslin, Aiden Flowers, Amy Brassette, Arnold Schwarzenegger, Bryce Romero, Christine Tonry, Dana Gourrier, Denise Williamson, J.D. Evermore, Joely Richardson, John L. Armijo, Laura Cayouette, Raeden Greer, Taylor Murphy, Wayne Pére

  • Crítica

    07/07/2015 16h35

    Por Daniel Reininger

    Maggie - A Transformação não é o típico filme de zumbis que você esperaria ver, ainda mais por ser estrelado por Arnold Schwarzenegger. Não se sinta mal por imaginar o Governator empunhando uma metralhadora giratória enquanto elimina hordas de mortos-vivos, afinal, faria sentido, só não é o caso aqui. Maggie é dramático, intimista, com poucas cenas de ação e realista, no qual um pai apenas quer passar os últimos dias ao lado de sua filha infectada.

    A principal diferença em relação a outras obras do gênero é que uma mordida não transforma a vítima em poucas horas. Aqui o processo leva semanas e a epidemia (os infectados nunca são chamados de zumbis, como virou moda após The Walking Dead) não chega a acabar com a sociedade, apenas causa grave crise social e econômica, mas longe de ser apocalíptica. Ainda existe governo, polícia, médicos, os infectados são enviados para quarentena e a vizinhança faz pressão sobre as famílias para que não mantenham os doentes em casa além do ponto considerado seguro - mas é claro que isso não acontece e pessoas morrem.

    É exatamente esse o dilema de Wade (Schwarzenegger), que começa o filme resgatando Maggie (Abigail Breslin) do hospital, após ser mordida. Ele a traz de volta para a fazenda, manda seus outros filhos para a casa da tia (única coisa sensata que ele faz) e tenta ter dias normais ao lado da garota, incapaz de aceitar o que está acontecendo, mesmo ao ver seu estado cada vez mais deteriorado.

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    Fundamentalmente, esta é a história de um pai que enfrenta o diagnóstico terminal da filha, que poderia, facilmente, ser vítima de câncer ou outra doença real. O fato de ela se transformar em zumbi apenas acrescenta uma camada interessante de suspense e bizarrice.

    Curiosamente, Schwarzenegger se sai muito bem no filme, capaz de convencer num papel mais calmo e reflexivo. Claro que o fato de ele não ter muitos diálogos ajuda, mas ele é capaz de mostrar a dor que está sentindo pelo sofrimento da filha. Abigail Breslin também ajuda. A jovem atriz, famosa por Pequena Miss Sunshine, traz profundidade e introspecção. Como seu pai, Maggie passa boa parte do tempo quieta, mas é fácil perceber o que se passa em sua mente enquanto ela tenta entender sua condição. O relacionamento dos dois é poderoso, o que nos ajuda a levar a produção a sério.

    O visual é belo e o roteiro tem bons momentos, mas o longa perde fôlego após a metade, quando boa parte das cenas se repete e não há desenvolvimento real além do que foi mostrado inicialmente. O drama também não se aprofunda e personagens são descartados sem mais nem menos, isolando a dupla central. A conclusão também é estranha, afinal acompanhamos a dura decisão de um personagem ao longo de 95 minutos, porém, sua escolha se torna irrelevante e a conclusão do drama de pai e filha não é satisfatória.

    Apesar dos problemas, Maggie é um interessante filme de baixo orçamento, com uma visão diferente do universo dos zumbis. Claro que quem espera ação ou terror vai ficar decepcionado, assim como quem espera um drama realmente profundo. Entretanto, é curioso o suficiente para valer a ida ao cinema e não só para ver Schwarzenegger tentar algo diferente, ao lado da agora adulta Abigail Breslin, mas também por contar uma história que, apesar de suas falhas, é, de fato, cativante.

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