MAGIC MIKE

MAGIC MIKE

(Magic Mike)

2012 , 110 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia: 02/11/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Soderbergh

    Equipe técnica

    Roteiro: Reid Carolin

    Produção: Channing Tatum, Gregory Jacobs, Nick Wechsler, Reid Carolin

    Fotografia: Steven Soderbergh

    Estúdio: Nick Wechsler Productions

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Adam Rodriguez, Alex Pettyfer, Alexander Weber, Annette Houlihan Verdolino, Betsy Brandt, Caitlin Gerard, Camryn Grimes, Candace Marie, Channing Tatum, Cody Horn, Denise Vasi, Devon Marie King, Diana Lovell, Gabriel Iglesias, James Martin Kelly, Joe Manganiello, JohnL. Smith Jr., Kate Easton, Keith Kurtz, Kevin Nash, Marland Burke, Matt Bomer, Matthew McConaughey, McLendon-Covey, Melissa LeEllen, Micaela Johnson, Michael Roark, Michelle Clunie, Mircea Monroe, Olivia Munn, Rachael Thompson, Renzo Lewis Jr., Riley Keough, Victoria Vodar, Wendi

  • Crítica

    30/10/2012 01h10

    Fui assistir ao novo longa de Steven Soderbergh acreditando que o destaque da trama seria Matthew McConaughey, mesmo que em papel coadjuvante. Não confiava que Channing Tatum pudesse exibir algo mais que músculos em cenas de striptease. Magic Mike, inclusive, é inspirado em experiências reais do ator como striper, profissão que exerceu antes da fama.

    Estava enganado. Tatum, que já havia trabalhado com Soderbergh no fraco A Toda Prova, desenvolve com espírito e carisma seu personagem. É, de fato, a estrela da produção. Ele é o Mike do título, nome artístico que usa num clube de strip de Tampa, Flórida. Lá é a estrela maior de um show ao melhor estilo Clube das Mulheres, em que os dançarinos encarnam personagens do imaginário erótico feminino.

    Mike, no entanto, não é um cara vazio atrás de fama ou dinheiro fácil. Não vive somente das rebolativas performances que faz no palco e nem mesmo se considera um striper, mas sim um empreendedor. Para divertir as mulheres faz o melhor que pode, mas tem outros propósitos na vida: sonha montar um negócio de móveis sob encomenda.

    O roteiro foge sabiamente da cilada de transformar Mike em estereótipo. A despeito de seus objetivos como empresário, ele não encara seu trabalho com mal necessário, um fardo. Curte o que faz e se aproveita das vantagens da atividade - o que inclui ter uma vida confortável e a mulher (ou mulheres) que deseja em sua cama. Mas Mike é centrado, tem boa visão de negócio e não se deslumbra com a “vida fácil” de striper.

    Enquanto a tão sonhada empresa de móveis planejados não se concretiza, ele investe dinheiro num negócio na área de construção civil. É lá que conhece Adam (Alex Pettyfer), jovem que mente sobre sua experiência para conseguir emprego. Como colocar telhas não é o forte do rapaz, Mike acaba por levá-lo para trabalhar no clube como ajudante. Não demora muito para o bonitão com cara de menino carente ganhe uma chance de subir ao palco sob os olhos atentos de Dallas (Matthew McConaughey), o ambicioso dono do lugar.

    Existem diversos personagens a orbitar o universo de Mike ao longo da trama, como Brooke (Cody Horn), a preocupada irmã mais velha de Adam. Ela funciona como uma espécie de consciência para Mike, mesmo que em nenhum momento o condene diretamente por seu trabalho. Há também a relação carregada de tensão e desconfiança entre Mike e Dallas. Este quer ampliar seus lucros e transferir a casa de shows para Miami. Mike está disposto a encarar a empreitada desde que possa entrar como sócio do clube.

    Magic Mike tem, infelizmente, um final conservador e cheio da típica moralidade norte-americana. Mas não é sem um bom desenvolvimento de seus motivos que os personagens tomam as decisões que tomam. Soderbergh, que há muito não brilha, não se redime de produções abaixo da média como A Toda Prova e Contágio, mas entrega um filme de personagens genuínos e com os quais simpatizamos.

    Sim, há muitas cenas de striptease e bonitões dançando seminus para divertir o público feminino. Mas há também grande humanidade no personagem Mike, um cara que apenas quer o melhor para sua vida como todos nós. É isso que faz o filme ir além de peitorais e bíceps suados sob holofotes.

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